Mostrando postagens com marcador aborto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aborto. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O aborto é algo vil, degradante, algo que inevitavelmente traz remorso, pesar e dor.


o Presidente Spencer W. Kimball (1895–1985) advertiu: “Muitas restrições sociais que no passado ajudaram a fortalecer e amparar a família estão-se dissolvendo e desaparecendo. Tempo virá em que somente os que acreditarem profunda e ativamente na família conseguirão preservá-la, em meio ao mal que se fortalece ao nosso redor”. 3

O Presidente Gordon B. Hinckley elucidou a posição da Igreja quanto ao aborto, quando disse:

"De acordo com os Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos, houve mais de 1.200.000 abortos em 1995 só neste país. O que aconteceu com o nosso respeito à vida humana? Como as mulheres e os homens podem negar o grande e precioso dom da vida, de origem e natureza divinas?
Que coisa maravilhosa é uma criança. Como é lindo um bebê recém-nascido. Não há nenhum milagre maior que o da criação da vida humana.
O aborto é algo vil, degradante, algo que inevitavelmente traz remorso, pesar e dor.
Embora condenemos o aborto, não nos opomos quando a gravidez resultar de incesto ou estupro, quando a vida ou a saúde da mãe, conforme avaliação de autoridade médica competente, estiverem ⌦correndo sério perigo ou quando o feto, conforme avaliação de autoridade médica competente, apresentar defeitos graves que não permitam ao bebê sobreviver após o parto.
Mas esses casos são raros e a probabilidade de acontecerem é muito reduzida. Nessas circunstâncias, aqueles que se deparam com essa difícil decisão devem consultar seus líderes eclesiásticos locais e buscar ao Senhor de todo o coração e receber uma confirmação por meio da oração antes de qualquer medida.
Há uma maneira bem melhor.
No caso em que o pai abandonar a mãe da criança e se recusar a casar-se com ela, há a grata opção de entregar-se o bebê para ser adotado por pais que o amarão e cuidarão dele. Há muitos desses casais em bons lares que desejam um filho mas não podem tê-lo."             (Conferencia geral, out. 1998)

Ponha em Ordem Sua Casa” , Élder Russell M. Nelson


Russell M. Nelson
“Nossa família é o objetivo de nossa maior obra e alegria nesta vida; assim será ela por toda a eternidade.”

Há alguns anos, quando várias de nossas filhas ainda eram adolescentes, a irmã Nelson e eu viajamos de férias com a família, bem longe de telefones e namorados. Planejamos uma viagem em um bote inflável pelo Rio Colorado, atravessando o Grand Canyon. Ao começarmos o passeio, não tínhamos idéia de como ele poderia ser perigoso.
O primeiro dia foi lindo. Mas no segundo, quando nos aproximamos das corredeiras do Horn Creek e vimos a descida extremamente íngreme à frente, fiquei apavorado. Navegando em um bote de borracha, nossa preciosa família estava se aproximando de uma cascata. Coloquei, instintivamente, um braço em volta de minha mulher e o outro abraçando minha filha mais nova. Para protegê-las, tentei apertá-las contra mim. Mas, ao chegarmos ao precipício, o barco dobrou-se e atirou-me ao ar, como se fosse um enorme estilingue. Caí nas corredeiras agitadas do rio. Foi bem difícil voltar à tona. Cada vez que eu tentava tomar ar, batia com a cabeça na parte de baixo do bote. Minha família não conseguia me ver, mas eu podia ouvi-los gritando: “Pai! Onde está o papai?”
Finalmente achei a lateral do bote e voltei à superfície. A família puxou meu corpo semi afogado para fora da água. Ficamos gratos por estarmos em segurança juntos.
Os dias que se seguiram foram agradáveis e deliciosos. Chegou então o último, quando deveríamos atravessar uma cachoeira denominada Lava Falls, conhecida como o declive mais perigoso da viagem. Quando percebi o que vinha pela frente, imediatamente pedi que puxassem o bote para a margem, para realizarmos uma reunião de emergência do conselho de família. Sabia que se quiséssemos sobreviver àquela experiência, precisaríamos planejar tudo cuidadosamente. Argumentei com a família: “Aconteça o que acontecer, o bote de borracha ficará flutuando. Se nos segurarmos com toda a força às cordas amarradas no bote, conseguiremos. Mesmo que ele vire, ficaremos bem se nos segurarmos firmemente às cordas”.
Voltei-me para minha filhinha de sete anos e disse-lhe: “Todos os outros vão agarrar-se firmemente a uma corda. Mas você terá que abraçar o papai. Sente-se atrás de mim e coloque seus braços ao meu redor e segure-se bem apertado, enquanto me agarro à corda”.
E assim fizemos. Atravessamos aquelas corredeiras íngremes e agitadas — agarrando-nos à vida — e todos conseguimos fazê-lo em segurança. 1

A lição

Irmãos e irmãs, quase perdi a vida aprendendo uma lição que agora lhes transmito. Ao passarmos pela vida, quando estamos em águas agitadas, o impulso instintivo de um pai de agarrar-se firmemente à mulher ou aos filhos pode não ser a melhor maneira de alcançar seu objetivo. Em vez disso, se ele se agarrar ternamente ao Salvador e à barra de ferro do evangelho, sua família desejará agarrar-se a ele e ao Salvador.
Certamente esta lição não está limitada aos pais. A despeito do sexo, estado civil ou idade, as pessoas podem optar por ligar-se diretamente ao Salvador, agarrar-se à barra de Sua verdade e conduzir-se por meio da luz dessa verdade. Ao fazê-lo, tornam-se exemplos de justiça a quem os outros desejarão seguir de perto.

O mandamento

Para o Senhor, as famílias são indispensáveis. Ele criou a Terra para que pudéssemos ter um corpo físico e formássemos famílias. 2 Estabeleceu Sua Igreja para exaltar as famílias. Ele provê templos a fim de que as famílias possam ser unidas para sempre. 3
É claro que Ele deseja que os pais presidam, sustentem e protejam a família. 4 Mas o Mestre pediu muito mais. Gravado nas escrituras sagradas está um mandamento de pôr “em ordem sua casa”. 5 Uma vez que nós, como pais, compreendemos o significado e a importância dessa ordem, precisamos aprender a cumpri-la.

Como pôr sua casa em ordem

Para pormos nossa casa em uma ordem agradável ao Senhor, precisamos fazê-lo a Seu modo. Devemos empregar Seus atributos de “justiça, piedade, fé, amor, paciência e mansidão”. 6 Cada pai deve lembrar-se de que “nenhum poder ou influência pode ou deve ser mantido em virtude do sacerdócio, a não ser com persuasão, com longanimidade, com brandura e mansidão e com amor não fingido”. 7
Os pais devem ser exemplos vivos de “bondade e conhecimento puro, que grandemente expandirão a alma”. 8 Todas as mães e pais devem deixar de lado interesses egoístas e evitar qualquer pensamento de hipocrisia, força física ou murmurações. 9 Os pais aprendem logo que cada filho tem um anseio inato de ser livre. Cada pessoa deseja determinar seu próprio caminho. Ninguém quer ser reprimido, mesmo que seja por um pai ou mãe bem-intencionados. Mas todos nós podemos apegar-nos ao Senhor.
Séculos atrás, Jó ensinou esse conceito, quando disse: “À minha justiça me apegarei e não a largarei (…)”. 10 Néfi também ensinou que: “(…) todos os que dessem ouvidos à palavra de Deus e a ela se apegassem; jamais pereceriam”. 11
Essas doutrinas são eternas como o evangelho e infinitas como a eternidade. Ponderem sobre essas admoestações das escrituras:
Lemos nos Provérbios, do Velho Testamento: “Apega-te à instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida”. 12
Do Novo Testamento: “(…) irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas”. 13
Do Livro de Mórmon, aprendemos a respeito de multidões que “avançavam continuamente agarradas à barra de ferro”, 14 assemelhando-a “à palavra de Deus”. 15 Alicerçada sobre a verdade, aquela barra de ferro não se altera e é imutável.

Outras ordens divinas

Não somente os pais devem agarrar-se à palavra do Senhor, mas têm uma ordem divina para ensiná-la aos filhos. As orientações das escrituras são bem claras: “(…) Se em Sião (…) houver pais que, tendo filhos não os ensinarem a compreender a doutrina do arrependimento, da fé em Cristo, o Filho do Deus vivo, e do batismo e do Dom do Espírito Santo pela imposição das mãos, quando tiverem oito anos, sobre a cabeça dos pais seja o pecado”. 16
Esse mandamento coloca a incumbência e responsabilidade pelo ensino dos filhos como uma obrigação explícita dos pais. A proclamação ao mundo relativa à família adverte que as pessoas “que deixam de cumprir suas responsabilidades familiares, deverão um dia responder perante Deus”. 17 Reafirmo hoje, solenemente, essa realidade.
Para cumprir com esses deveres, precisamos tanto da Igreja como da família. Elas trabalham de mãos dadas para fortalecer uma à outra. A Igreja existe para exaltar a família. E a família é a unidade fundamental da Igreja.
Esses inter-relacionamentos são evidentes quando estudamos o início da história da Igreja. Em 1833, o Senhor repreendeu os jovens líderes de Sua Igreja devido a suas deficiências como pais. O Senhor disse: “(…) ordenei que criásseis vossos filhos em luz e verdade.
Mas, em verdade (…) digo-te (…).
Não ensinaste luz e verdade a teus filhos, segundo os mandamentos (…).
E agora te dou um mandamento (…) terás que pôr em ordem tua própria casa. 17 (…) primeiro, ponha em ordem sua casa”. 18
Essa revelação representa uma das muitas poderosas confirmações da integridade do Profeta Joseph Smith. Ele não tirou da escritura as palavras de dura repreensão, muito embora algumas delas fossem dirigidas a ele mesmo. 19
Em nossos dias, a Primeira Presidência mais uma vez salientou o papel primordial dos pais. Cito, de sua recente carta aos santos: “Exortamos os pais a empenharem-se ao máximo para criarem seus filhos em princípios do evangelho que os mantenham próximos da Igreja. O lar é o alicerce de uma vida reta e nenhum outro recurso pode tomar o seu lugar ou desempenhar suas funções indispensáveis de cumprir esta responsabilidade designada por Deus”. 20

O que os pais devem ensinar?

Tendo em mente esse encargo sagrado, ponderemos o que devemos ensinar. As escrituras orientam os pais a ensinarem a fé em Jesus Cristo, o arrependimento, o batismo e o dom do Espírito Santo. 21 Os pais devem ensinar o plano de salvação 22 e a importância de viver em total harmonia com os mandamentos de Deus. 23 De outra forma, seus filhos indubitavelmente sofrerão por ignorarem a lei redentora e libertadora de Deus. 24 Os pais também devem ensinar por meio do exemplo como consagrar a vida — usando seu tempo, talentos e meios 25 para estabelecer a Igreja e reino de Deus na Terra. 26 Viver dessa forma abençoará literalmente sua posteridade. Uma escritura declara: “Teu dever será para com a igreja eternamente; e isto por causa de tua família”. 27

A oposição à família

Os pais e os filhos devem compreender que sempre haverá uma forte oposição à obra e à vontade do Senhor. 28 Porque a obra (e glória) de Deus é levar a efeito nossa imortalidade e vida eterna como família. 29 Conclui-se, logicamente, que a obra do adversário atacará diretamente o centro do lar — a família. Satanás ataca de modo incansável a santidade da vida e a alegria da paternidade.
Visto que o maligno está permanentemente trabalhando, nossa atenção não pode arrefecer — nem mesmo por um momento. Um pequeno convite, aparentemente inocente, pode transformar-se em uma grande tentação que nos levará a um trágico pecado. Noite e dia, em casa ou fora, precisamos evitar o pecado e “[reter] o bem”. 30
Os males sediciosos da pornografia, do aborto e do vício pernicioso em substâncias prejudiciais servem como cupins que minam as forças morais de um lar feliz e de uma família fiel. Não podemos entregar-nos a nenhuma iniqüidade sem colocarmos em risco nossa família.
Satanás deseja que sejamos tão miseráveis quanto ele. 31 Ele quer incitar nossos apetites carnais, seduzir-nos para viver em escuridão espiritual e duvidar da realidade da vida após a morte. O Apóstolo Paulo observou: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens”. 32

Perpetuação das bênçãos familiares

No entanto, a compreensão do grande plano de felicidade de Deus fortifica nossa fé no futuro. Seu plano traz respostas a perguntas que atravessam os tempos: Nossa afinidade e amor mútuo serão apenas temporários — que se perdem na morte? Não! A vida familiar pode permanecer além desse período de provação mortal? Sim! Deus revelou a natureza eterna do casamento celestial e a família como a fonte de nossa maior alegria.
Irmãos e irmãs, os bens materiais e as honrarias do mundo não duram. Só nossa união como marido, mulher e família. A única duração da vida familiar que satisfaz aos anseios mais elevados da alma humana é a eterna. Nenhum sacrifício é grande demais para se conseguir as bênçãos de um casamento eterno. Para qualificar-se, a pessoa precisa apenas abster-se da iniqüidade e respeitar as ordenanças do templo. Ao fazer e guardar convênios sagrados do templo, podemos evidenciar nosso amor a Deus, a nosso cônjuge e um interesse verdadeiro por nossa posteridade — até mesmo aos que ainda não nasceram. Nossa família é o objetivo de nossa maior obra e alegria nesta vida; assim será ela por toda a eternidade, quando poderemos herdar “tronos, reinos, principados e poderes, domínios (…) exaltação e glória”. 33
Essas bênçãos inestimáveis poderão ser nossas se pusermos nossa casa em ordem agora e nos apegarmos fielmente ao evangelho. Deus vive. Jesus é o Cristo. Esta é Sua Igreja. O Presidente Gordon B. Hinckley é Seu profeta. Disto eu testifico no nome sagrado de Jesus Cristo. Amém.

"Imagino se estão perdidos ou sós" (declarações de uma jovem que abortou)

 "... Infelizmente, a 'solução final' do mundo é o aborto. O aborto, da mesma forma que a falta de castidade, produz, como disse Jacó tão eloqüentemente, condições nas quais muitos corações perecem “traspassados por profundas feridas”. (Jacó 2:35) Escutem os lamentos em forma de perguntas feitas a mim por uma jovem mãe (solteira) que sofreu dois abortos:
“Fico pensando sobre os espíritos daqueles [filhos] que abortei—se eles estavam lá, se foram magoados. Em ambas as vezes, eu tinha menos de três meses de gravidez, mas uma mãe sente a vida antes de sentir o feto mover-se.
Imagino se estão perdidos ou sós.
Pergunto-me se eles algum dia terão um corpo.
Será que algum dia terei a oportunidade novamente de trazer aqueles espíritos de volta como meus?”
Pungentemente, irmãos e irmãs, “iniqüidade nunca foi felicidade”. (Alma 41:10)

(ver Elder Neal Maxwell. Razões para Permanecer Puros, A Liahona, março de 2003)

Multiplicar-se e Encher a Terra

(publicado em A Liahona, abril 2005)
Continuação da série de artigos com reflexões para seu estudo e uso de “A Família: Proclamação ao Mundo”.
“O primeiro mandamento dado por Deus a Adão e Eva referia-se ao potencial de tornarem-se pais, na condição de marido e mulher. Declaramos que o mandamento dado por Deus a Seus filhos, de multiplicarem-se e encherem a Terra, continua em vigor.” 1

Os Filhos Estão Cada Vez Menos Valorizados

O Presidente James E. Faust, Segundo Conselheiro na Primeira Presidência, falou de uma “mudança de atitude em relação ao propósito do casamento. Um número cada vez maior de jovens considera o casamento ‘como um relacionamento do casal, destinado a satisfazer as necessidades emocionais dos adultos, em vez de uma instituição para criar os filhos’”. (…)
“Outro problema perturbador para a família”, observou o Presidente Faust, “é que os filhos estão cada vez menos valorizados. Em muitas partes do mundo as pessoas estão tendo menos filhos. O aborto é provavelmente o sinal mais evidente de que os casais não querem filhos. Estima-se que um quarto das gravidezes do mundo inteiro terminam em aborto induzido.” 2

Uma Prática Devastadora

Os efeitos negativos do aborto são de longo alcance. Essa prática generalizada não só incentiva o egoísmo e o uso promíscuo dos poderes da procriação, mas também torna a adoção mais difícil para os casais incapazes de ter seus próprios filhos.
Em 1991, a Primeira Presidência emitiu uma declaração detalhada sobre o aborto. Embora reconhecessem certos “casos raros nos quais o aborto pode ser justificável”, eles ressaltaram que “tais casos não constituem automaticamente motivos para o aborto” e instaram “as pessoas em todas as partes a absterem-se da prática devastadora do aborto por conveniência pessoal ou social”. 3
Trazer filhos ao mundo certamente não é conveniente. Na maioria das vezes, envolve dor física, seguida de grandes sacrifícios e demonstrações de abnegação. Contudo, as bênçãos resultantes da obediência ao mandamento de Deus de criar filhos estão entre as mais doces oferecidas por Ele. De fato, de várias formas, a paternidade e a maternidade são para nós uma prévia da deidade.

Filhos Fora dos Laços Matrimoniais

Por mais importante que seja o mandamento de multiplicar-nos e encher a Terra, o Senhor deixou claro que devemos demonstrar nossa obediência somente no casamento. Há inúmeras razões para essa restrição, mas duas das mais significativas são desestimular a promiscuidade sexual e proporcionar um ambiente familiar estável e saudável para os filhos.
Na maioria das sociedades, ter filhos fora dos laços matrimoniais é considerado tradicionalmente uma vergonha e uma desonra. Porém, no mundo atual, onde o bem é chamado de mal e o mal de bem (ver Isaías 5:20), o estigma de ter filhos fora do casamento desapareceu quase que completamente. Essa prática é não apenas um pecado aos olhos dos céus, mas os pesquisadores concluíram que o nascimento fora dos laços do matrimônio costuma vir acompanhado de vários riscos para o bebê. Em comparação com os filhos nascidos de pais casados, as crianças que vêm ao mundo fora dos laços matrimoniais têm maiores chances, por exemplo, de morrerem da síndrome da morte súbita infantil, de sucumbirem a acidentes ou de mais tarde tornarem-se delinqüentes juvenis.
As crianças nascidas de pais não casados que são entregues à adoção saem-se significativamente melhor do que as que não são adotadas. Apresentam menos problemas de aprendizado, atingem níveis de instrução mais elevados e têm menos probabilidade de depender do auxílio governamental quando adultos. 4 é óbvio que trazer filhos ao mundo e criá-los nos caminhos do Senhor resulta em bênçãos espirituais e materiais.

Encher a Terra

Depois de dar a Adão e Eva o mandamento de frutificar e multiplicar-se, o Senhor ordenou-lhes: “Enchei a terra, e sujeitai-a”. (Gênesis 1:28) Ouvimos há muitos anos advertências sobre a superpopulação e os efeitos devastadores que ela pode provocar. Embora algumas áreas do planeta estejam sofrendo as conseqüências negativas de uma densidade populacional extrema, o mundo como um todo está na verdade caminhando na direção contrária. De fato, as pesquisas mostram que por volta do ano 2040 a população mundial atingirá seu pico e então começará a diminuir. 5
Um assunto mais relevante do que a densidade populacional talvez seja a maneira de usarmos os recursos que Deus nos concedeu para a sobrevivência da população agora e no futuro. “Pois a Terra está repleta e há bastante e de sobra. (…) Portanto, se algum homem tomar da abundância que fiz e não repartir sua porção com os pobres e os necessitados, de acordo com a lei de meu evangelho, ele, com os iníquos, erguerá seus olhos no inferno, estando em tormento.” (D&C 104:17–18). O inimigo da felicidade humana e a causa da pobreza e da fome não são o nascimento de crianças”, disse o élder Henry B. Eyring, do Quórum dos Doze Apóstolos, “mas, sim, o fato de as pessoas não fazerem com a Terra o que Deus poderia ensinar-lhes a fazer se simplesmente dessem ouvidos ao Senhor e obedecessem”. 6

Exibir Referências 

    Notas

  1. 1. “A Família: Proclamação ao Mundo”, A Liahona, outubro de 2004, p. 49.
  2. 2. “Problemas que as Famílias Enfrentam”, Reunião Mundial de Treinamento de Liderança, 10 de janeiro de 2004, p. 2; citando David Popenoe e Barbara Dafoe Whitehead, “Marriage and Children: Coming Together Again?” em The State of Our Unions 2003: The Social Health of Marriage in America, National Marriage Project (relatório anual, 2003), pp. 10–11.
  3. 3. Ver “Church Issues Statement on Abortion”, Ensign, março de 1991, p. 78.
  4. 4. Ver a Internet, www.heritage.org/research/features/familydatabase/ results.cfm?key=463.
  5. 5. Ver Nicholas Eberstadt, “The Problem Isn’t Overpopulation and the Future May Be Depopulation”, Marriage and Families, abril de 2000, pp. 9–10.
  6. 6. “A Família”, A Liahona, outubro de 1998, p. 17.

respeitemos a vida: aborto não!

"Existe outra guerra que mata anualmente mais do que a Primeira e a Segunda Guerra Mundial juntas. Relatórios internacionais indicam que são praticados anualmente mais de 40 milhões de abortos. 3
Essa guerra, a guerra do aborto, é travada contra seres indefesos e sem voz. É uma guerra contra os que ainda não nasceram. É um conflito que está sendo travado em todo o mundo. Por ironia, sociedades civilizadas que, em geral, protegiam a vida humana agora sancionaram leis que autorizam essa prática." (Elder Russel M. Nelson, A Liahona, out. 2008)

Aborto: Ataque a Indefesos Élder Russell M. Nelson

Do Quórum dos Doze Apóstolos (Elder Russel M. Nelson, A Liahona, out. 2008)

Ao iniciar, desculpo-me com os leitores por usar termos um tanto desagradáveis. Contudo, a natureza da guerra a que me refiro exige esse tipo de clareza de expressão.

Como filhos de Deus, valorizamos a vida como uma dádiva recebida Dele. Seu plano eterno concede a Seus filhos a oportunidade de obter um corpo físico, adquirir experiências terrenas e cumprir seu destino divino como herdeiros da vida eterna. 1

Mortos de Guerra
À luz desse conhecimento e da reverência pela vida, lamentamos a perda de vidas nas guerras. Os dados são alarmantes. Na Primeira Guerra Mundial, morreram mais de 8 milhões de militares. Na Segunda Guerra Mundial, mais de 22 milhões de membros das forças armadas perderam a vida. 2 Juntas, essas duas guerras, que se estenderam por um período de 14 anos, custaram a vida de pelo menos 30 milhões de soldados em todo o mundo. Esse número não inclui os milhões de vítimas civis.

Esses dados, porém, parecem irrisórios diante das perdas de outra guerra que mata anualmente mais do que a Primeira e a Segunda Guerra Mundial juntas. Relatórios internacionais indicam que são praticados anualmente mais de 40 milhões de abortos. 3

Essa guerra, a guerra do aborto, é travada contra seres indefesos e sem voz. É uma guerra contra os que ainda não nasceram. É um conflito que está sendo travado em todo o mundo. Por ironia, sociedades civilizadas que, em geral, protegiam a vida humana agora sancionaram leis que autorizam essa prática.

A Doutrina Divina
Esse é um assunto de grande importância para nós, pois o Senhor declarou repetidas vezes esta ordem divina: “Não matarás”. 4 Posteriormente, acrescentou: “Nem farás coisa alguma semelhante”. 5 Mesmo antes da restauração da plenitude do evangelho, as pessoas esclarecidas compreendiam a santidade da vida humana. João Calvino, reformador protestante do século XVI, escreveu: “Se parece mais horrível matar um homem em sua própria casa do que num campo, (…) deve-se deveras considerar mais atroz destruir um feto no ventre materno, antes de vir à luz”. 6

As regras dos homens legalizaram agora o que foi proibido por Deus desde a aurora dos tempos! O raciocínio humano distorceu a verdade absoluta e a transformou em slogans atrativos que promovem uma prática intrinsecamente errada.

Casos Especiais
A preocupação com a saúde da mãe é vital, mas as circunstâncias nas quais a interrupção da gravidez é necessária para salvar a vida da mãe são raríssimas, principalmente nos locais que dispõem de recursos médicos modernos. Outra preocupação é a ligada às gestações resultantes de estupro ou incesto. Essa tragédia é agravada pelo fato de ter sido negada a liberdade de escolha a uma mulher inocente. Nessas circunstâncias, o aborto às vezes é considerado aconselhável para preservar a saúde física e mental da mãe. O aborto por esses motivos também é raro.

Alguns defendem o aborto nos casos em que há risco de má-formação congênita. Não há duvidas de que, no primeiro trimestre de gravidez, os efeitos de certos agentes infecciosos ou tóxicos são reais, mas é preciso cuidado ao avaliar a possibilidade de interromper a gestação. A vida tem grande valor para todos, inclusive para as pessoas nascidas com deficiências. Além disso, o resultado pode ser menos grave do que o previsto.

Lembro-me bem de um casal que viveu uma experiência dessa natureza. A mulher tinha apenas 21 anos de idade na época — uma esposa bela e dedicada. Em seu primeiro trimestre de gravidez, contraiu rubéola. Foi recomendado o aborto, pois o bebê em formação certamente seria afetado. Alguns familiares, por preocupação e amor, exerceram ainda mais pressão para o aborto. Em espírito de oração, o casal consultou o bispo. Ele os encaminhou ao presidente da estaca, que, ao ouvir suas preocupações, aconselhou-os a não pôr fim à vida desse bebê, embora fosse provável que nascesse com algum problema. Citou a seguinte escritura:

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.

Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” 7

Eles optaram por seguir esse conselho e permitiram que o bebê nascesse — uma linda menininha, normal em todos os aspectos, exceto a audição: era totalmente surda. Depois da avaliação da filha numa escola para surdos, os pais ficaram sabendo que ela tinha o intelecto de um gênio. Ela freqüentou uma grande universidade com bolsa de estudos. Hoje, cerca de 40 anos depois, leva uma vida maravilhosa.

Negar a vida a alguém devido à possibilidade de uma deficiência é algo muito sério. Se houvesse leis ditadas por essa lógica, as pessoas que já vivem com tais deficiências também deveriam ser eliminadas. Mais um passo nessa trágica linha de pensamento levaria à conclusão de que as pessoas doentes ou que causam alguma inconveniência também deveriam ser eliminadas. Tal falta de respeito pela vida seria totalmente inconcebível!

Aborto por Opção
Relativamente poucos abortos são realizados devido às circunstâncias especiais que acabei de citar. 8 A maioria deles é realizado mediante solicitação, com o intuito de pôr fim a gestações indesejadas. Esses abortos são simplesmente uma forma de controle de natalidade.

O aborto eletivo foi legalizado em muitos países com base na premissa de que a mulher é livre para escolher o que faz com o próprio corpo. Até certo ponto, isso é verdade e se aplica a todos nós, homens ou mulheres. Somos livres para pensar. Somos livres para planejar. Somos livres para agir; mas depois de praticarmos uma ação, não estamos livres de suas conseqüências.

Para compreender melhor esse conceito, podemos aprender com os astronautas. A qualquer instante, durante o processo seletivo e a preparação, eles têm a liberdade de abandonar o programa, mas depois do lançamento da espaçonave, o astronauta não se pode esquivar das conseqüências da escolha feita antes do início da viagem.

O mesmo se dá com quem decide embarcar numa viagem que culmina com a paternidade. Essas pessoas têm liberdade de escolha: podem tomar ou não esse curso. Quando a concepção ocorre, essa escolha já está consumada.

Sim, a mulher é livre para decidir o que fará com seu corpo. Quer sua escolha leve a uma missão espacial ou a um bebê, a decisão de iniciar a jornada impõe as respectivas conseqüências. Não é possível desfazê-la depois de consumada.

Quando se debate o tema polêmico do aborto, muitos invocam o “direito individual de escolha”, como se fosse a virtude suprema. Isso só poderia ser verdade se houvesse uma única pessoa envolvida. Os direitos de uma pessoa, seja ela quem for, não justificam que se infrinjam os direitos alheios. Dentro ou fora do casamento, o aborto não é um assunto meramente individual. Interromper a vida de um bebê em formação envolve duas pessoas com corpo, cérebro e coração separados. As escolhas que uma mulher faz com relação a seu próprio corpo não inclui o direito de privar seu bebê da vida — uma vida inteira de escolhas que seu filho faria.

Como membros da Igreja, devemos defender a escolha — a escolha correta — não simplesmente a escolha como fim em si mesma. 9

Quase todas as legislações relativas ao aborto levam em conta a duração da gestação. A mente humana tem a pretensão de determinar quando começa uma “vida significativa”. Durante meus estudos de medicina, aprendi que uma nova vida começa quando duas células especiais se unem para tornar-se uma única célula, com 23 cromossomos provenientes do pai e 23 cromossomos da mãe. Esses cromossomos contêm milhares de genes. Num maravilhoso processo que envolve a combinação de códigos genéticos que determina todas as características humanas da pessoa ainda por nascer, forma-se um novo complexo de DNA. O crescimento contínuo resulta num novo ser humano. Cerca de 22 dias após a união das duas novas células, um coraçãozinho começa a bater. Aos 26 dias, começa a circulação sangüínea. 10 Legislar sobre o momento em que uma vida em formação passa a ser considerada “significativa” é, a meu ver, presunçoso e bastante arbitrário.

O aborto foi legalizado por entidades governamentais sem levar em conta Deus e Seus mandamentos. As escrituras declaram repetidamente que as pessoas só prosperarão se guardarem os mandamentos de Deus. 11 As pessoas só prosperarão se andarem com fé e obediência perante Deus, que disse:

“Eu, o Senhor, estendi os céus e formei a Terra, obra de minhas mãos; e todas as coisas que neles há são minhas.

E é meu propósito suprir [o necessário] (…).

Mas é necessário que seja feito a meu modo (…).

Pois a Terra está repleta e há bastante e de sobra.” 12

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias sempre se opôs à prática do aborto. Há mais de um século, a Primeira Presidência escreveu: “Novamente aproveitamos esta oportunidade para advertir os santos dos últimos dias contra (…) as práticas de feticídio e infanticídio”. 13

No início de sua presidência, o Presidente Spencer W. Kimball (1895–1985) declarou: “Afirmamos repetidas vezes a postura da Igreja em sua oposição inalterável à prática do aborto em todas as suas formas, exceto em duas raras circunstâncias: Quando a concepção resultar de estupro e quando o parecer das autoridades médicas competentes indicar que a saúde da mãe ficaria seriamente comprometida”. 14 As normas atuais incluem duas outras exceções: o incesto e o caso em que o bebê não sobreviverá após o parto, conforme constatado pelas autoridades médicas competentes. E mesmo essas exceções não justificam automaticamente o aborto. O aborto “deve ser [levado] em consideração somente depois de as pessoas responsáveis terem consultado o bispo e recebido confirmação divina por meio da oração”. 15

Adoção
Por que pôr fim a uma vida que poderia trazer grande alegria a outras pessoas? Há maneiras melhores de lidar com uma gravidez indesejada. Quando se cria uma vida como resultado de uma conduta pecaminosa, a melhor maneira de começar o arrependimento pessoal é preservar a vida dessa criança. Somar outro pecado grave a um pecado sério já cometido apenas aumenta a dor. A adoção é uma alternativa maravilhosa ao aborto. Tanto o bebê como os pais adotivos podem ser imensamente abençoados pela adoção dessa criança por uma família em que ela será criada com amor e com as bênçãos do evangelho.

O Arrependimento É Possível
Há esperança para uma pessoa que praticou aborto? Há esperança para aqueles que cometeram esse pecado e que agora sentem profundo pesar? A resposta é sim! “Até onde foi revelado, a pessoa pode arrepender-se e ser perdoada do pecado do aborto induzido.” 16 Sabemos que o Senhor ajudará todos os que se arrependerem verdadeiramente. 17

A vida é preciosa! Ninguém pode acariciar um bebê inocente, fitar seus belos olhos, tocar seus dedinhos e beijar seu rostinho sem sentir profunda reverência pela vida e pelo Criador. A vida vem da vida. Não é fruto do acaso. É um dom de Deus. Ele não envia vidas inocentes para serem destruídas. A vida é concedida por Deus e naturalmente só deve ser tirada por Ele. 18 Testifico que a vida é eterna como Ele é eterno.

ADOÇÃO: UMA DECISÃO DE AMOR QUE É UMA BÊNÇÃO PARA A CRIANÇA
“Expressamos apoio aos pais que não são casados e que entregam seus filhos para serem adotados por uma família estável com uma mãe e um pai. Manifestamos também nosso apoio às mães e pais casados que adotam essas crianças.

As crianças têm o direito à bênção de serem criadas num ambiente familiar estável em que o pai e a mãe honram os votos matrimoniais. Ter um relacionamento marcado pela segurança, atenção e constância com um pai e uma mãe é essencial para o bem-estar da criança. Ao optarem por entregar o filho para adoção, os pais não que não são casados concedem à criança essa bênção de suma importância. A adoção é uma decisão altruísta e um ato de amor que é uma bênção para a criança, para os pais biológicos e para os pais adotivos nesta vida e por toda a eternidade. Louvamos a todos os que auxiliam as crianças e as famílias promovendo a adoção.”

Declaração da Primeira Presidência, 4 de outubro de 2006.

Exibir Referências

NOTAS1. Ver “A Família: Proclamação ao Mundo”, A Liahona, outubro de 2004, p. 49.
2. Ver The New Encyclopedia Britannica, 15.a ed. (1998), “World Wars, The”.
3. Ver Maria Cheng, “Abortion Just as Common in Nations Where It’s Illegal”, Salt Lake Tribune, 12 de outubro de 2007, p. A7. Nos Estados Unidos, o número de nascimentos de crianças vivas por ano gira em torno de três a quatro milhões. O número de abortos eletivos durante esse mesmo período excede um milhão. Assim, nesse país, uma em cada três ou quatro gestações termina em aborto.
4. Ver Êxodo 20:13; Deuteronômio 5:17; Mateus 5:21; Romanos 13:9; Mosias 13:21; 3 Néfi 12:21; D&C 42:18–19.
5. D&C 59:6.
6. João Calvino, Commentaries on the Four Last Books of Moses Arranged in the Form of a Harmony, trad. Charles William Bingham, 22 vols. (1979), Volume 3, p. 42.
7. Provérbios 3:5–6.
8. Ver o pronunciamento do Dr. Irvin M. Cushner ao Comitê do Senado dos Estados Unidos sobre a decisão do Poder Judiciário, Constitutional Amendments Relating to Abortion, Senate Journal 17–19, 110, 97.ª Legislatura, 1.ª sessão, 1981, p. 158.
9. Ver Dallin H. Oaks, “O Mais Importante”, A Liahona, março de 2000, pp. 17–20.
10. Ver J. Willis Hurst and others, eds., The Heart, 4.a ed. (1978), p. 7.
11. Ver Levítico 26:3–13; Josué 1:7–8; I Reis 2:3; II Reis 18:5–7; II Crônicas 24:20; 26:5; 31:21; Jó 36:11–12; 1 Néfi 2:20–21; 4:14; 2 Néfi 1:9, 20, 31; 4:4; 5:10–11; Jarom 1:9; Ômni 1:6; Mosias 1:7; 2:22, 31; Alma 9:13; 36:1, 30; 37:13; 38:1; 45:6–8; 48:15, 25; 50:20; Helamã 3:20; 3 Néfi 5:22; D&C 9:13.
12. D&C 104:14–17.
13. John Taylor e George Q. Cannon, “Epistle of the First Presidency”, 4 de abril de 1885; em James R. Clark, comp., Messages of the First Presidency of The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, 6 vols. (1965–1975), Volume 3, p. 11.
14. Spencer W. Kimball, “A Report and a Challenge”, Ensign, novembro de 1976, p. 6; ver também “The Time to Labor Is Now”, Ensign, novembro de 1975, p. 6.
15. Manual de Instruções da Igreja, Volume 1: Presidências de Estaca e Bispados (2006), p. 201.
16. Manual de Instruções da Igreja, Volume 1, p. 201.
17. Ver Jeremias 31:34; Hebreus 8:12; 10:17; D&C 58:42.
18. Ver Deuteronômio 30:20; Atos 17:28; D&C 88:13; Moisés 6:32.

Imprimir Compartilhar

E-mail Twitter Facebook Delicious
Selecionar Outro Idioma
Česky (Czech) Dansk (Danish) Deutsch (Deutsch) Eesti keeles (Estonian) Español (Español) Faka-Tonga (Tongan) Français (Français) Gagana Samoa (Samoan) Italiano (Italiano) Kiribati (Kiribati) Latviešu Valoda (Latvian) Lietuvių Kalba (Lithuanian) Magyar (Hungarian) Nederlands (Dutch) Norsk (Norwegian) Polski (Polish) Português (Português) Română (Romanian) Shqip (Albanian) Suomi (Finnish) Svenska (Swedish) Tiếng Việt (Vietnamese) Vosa vakaviti (Fijian) Български (Bulgarian) Монгол (Mongolian) Русский (Русский) Українська (Ukrainian) Հայերեն (Armenian)
Você Tem Algum Comentário sobre Esta Página? .