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quarta-feira, 18 de maio de 2011

O valor da mulher depende exclusivamente de seu papel como esposa e mãe?”


“O valor da mulher depende exclusivamente de seu papel como esposa e mãe?” A resposta é simples e óbvia: Não. Embora nenhuma realização de uma mulher tenha impacto mais duradouro e eterno do que criar seus filhos para que andem em retidão, a condição de mãe e a de esposa não são as únicas medidas do valor de uma mulher. Algumas mulheres não têm o privilégio de casar-se nem ter filhos nesta vida. Contudo, se forem dignas, receberão essas bênçãos depois. Os homens e mulheres que tiverem o privilégio de criar filhos certamente prestarão contas dessa mordomia inestimável e eterna. Ainda que simplesmente não haja uma contribuição mais significativa que se possa fazer à sociedade, à Igreja ou ao destino eterno dos filhos de nosso Pai do que o que vocês fizerem como pai ou mãe, a maternidade e a paternidade não são as únicas formas de atribuir valor a alguém ou receber aprovação de Deus.” 
                   (Élder M. Russel Ballard. Mulheres de Retidão, A Liahona, dez. 2002 )

quinta-feira, 5 de maio de 2011

não precisa ser mãe para ter um "coração de mãe"


"O papel das mulheres não se iniciou na Terra e não terminará aqui. A mulher que considera a maternidade preciosa na Terra, considerará a maternidade preciosa no mundo futuro e “onde estiver o [seu] tesouro, aí estará também o [seu] coração”. (Mateus 6:21) Ao desenvolver um “coração de mãe”, cada menina e cada mulher se prepara para a missão divina e eterna da maternidade. “Qualquer princípio de inteligência que [alcançar] nesta vida, surgirá [com ela] na ressurreição. E se nesta vida, uma pessoa, por sua diligência e obediência, adquirir mais conhecimento e inteligência do que outra, ela terá tanto mais vantagem no mundo futuro.” (D&C 130:18–19)
Em minha vida, tenho visto que às vezes o mais sincero “coração de mãe” bater no peito de mulheres que não criaram seus próprios filhos nesta Terra, mas elas sabem que: “Todas as coisas, porém, deverão realizar-se a seu tempo” e que elas “[estão] lançando o alicerce de uma grande obra (…)”. (D&C 64: 32–33). Ao cumprirem seus convênios, elas estarão investindo em um futuro grandioso e de prestígio, porque sabem que “(…) os que guardarem seu segundo estado terão um acréscimo de glória sobre sua cabeça para todo o sempre”. (Abraão 3:26)" (Presidente da Sociedade de Socorro Julie B. Beck. A Liahona, maio, 2004).

"O amor da mãe pelos filhos evoca neles, desde sua tenra idade nesta Terra, a lembrança do amor e das virtudes que sentiram na existência pré-mortal. Graças ao amor de nossa mãe, aprendemos, ou melhor, lembramos que Deus também nos ama."(Elder Russel Ballard. A Liahona, março, 2006)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Onde estão os pais que deveriam presidir seu lar com amor?


"Creio que nossos problemas, quase todos, têm sua origem no lar. Se é preciso haver uma reforma, se uma mudança se faz necessária, se é preciso voltar aos antigos e sagrados valores do passado, tudo isso precisa começar pelo lar. É ali que se aprende a verdade, que a integridade é cultivada, que a autodisciplina é instilada e que o amor é nutrido.
O lar está sob ataque. Há um número imenso de famílias desfeitas. Onde estão os pais que deveriam presidir seu lar com amor? É realmente afortunada a mulher que se casou com um bom homem, que a ama e é também por ela amado. Um homem que ama seus filhos, que lhes provê o sustento, que os ensina, que os guia, que os cria e protege enquanto caminham pela tempestuosa senda que conduz da infância para a vida adulta. " (Gordon B. Hinckley, Conferencia geral, out, 1998)

"Imagino se estão perdidos ou sós" (declarações de uma jovem que abortou)

 "... Infelizmente, a 'solução final' do mundo é o aborto. O aborto, da mesma forma que a falta de castidade, produz, como disse Jacó tão eloqüentemente, condições nas quais muitos corações perecem “traspassados por profundas feridas”. (Jacó 2:35) Escutem os lamentos em forma de perguntas feitas a mim por uma jovem mãe (solteira) que sofreu dois abortos:
“Fico pensando sobre os espíritos daqueles [filhos] que abortei—se eles estavam lá, se foram magoados. Em ambas as vezes, eu tinha menos de três meses de gravidez, mas uma mãe sente a vida antes de sentir o feto mover-se.
Imagino se estão perdidos ou sós.
Pergunto-me se eles algum dia terão um corpo.
Será que algum dia terei a oportunidade novamente de trazer aqueles espíritos de volta como meus?”
Pungentemente, irmãos e irmãs, “iniqüidade nunca foi felicidade”. (Alma 41:10)

(ver Elder Neal Maxwell. Razões para Permanecer Puros, A Liahona, março de 2003)

respeitemos a vida: aborto não!

"Existe outra guerra que mata anualmente mais do que a Primeira e a Segunda Guerra Mundial juntas. Relatórios internacionais indicam que são praticados anualmente mais de 40 milhões de abortos. 3
Essa guerra, a guerra do aborto, é travada contra seres indefesos e sem voz. É uma guerra contra os que ainda não nasceram. É um conflito que está sendo travado em todo o mundo. Por ironia, sociedades civilizadas que, em geral, protegiam a vida humana agora sancionaram leis que autorizam essa prática." (Elder Russel M. Nelson, A Liahona, out. 2008)

Aborto: Ataque a Indefesos Élder Russell M. Nelson

Do Quórum dos Doze Apóstolos (Elder Russel M. Nelson, A Liahona, out. 2008)

Ao iniciar, desculpo-me com os leitores por usar termos um tanto desagradáveis. Contudo, a natureza da guerra a que me refiro exige esse tipo de clareza de expressão.

Como filhos de Deus, valorizamos a vida como uma dádiva recebida Dele. Seu plano eterno concede a Seus filhos a oportunidade de obter um corpo físico, adquirir experiências terrenas e cumprir seu destino divino como herdeiros da vida eterna. 1

Mortos de Guerra
À luz desse conhecimento e da reverência pela vida, lamentamos a perda de vidas nas guerras. Os dados são alarmantes. Na Primeira Guerra Mundial, morreram mais de 8 milhões de militares. Na Segunda Guerra Mundial, mais de 22 milhões de membros das forças armadas perderam a vida. 2 Juntas, essas duas guerras, que se estenderam por um período de 14 anos, custaram a vida de pelo menos 30 milhões de soldados em todo o mundo. Esse número não inclui os milhões de vítimas civis.

Esses dados, porém, parecem irrisórios diante das perdas de outra guerra que mata anualmente mais do que a Primeira e a Segunda Guerra Mundial juntas. Relatórios internacionais indicam que são praticados anualmente mais de 40 milhões de abortos. 3

Essa guerra, a guerra do aborto, é travada contra seres indefesos e sem voz. É uma guerra contra os que ainda não nasceram. É um conflito que está sendo travado em todo o mundo. Por ironia, sociedades civilizadas que, em geral, protegiam a vida humana agora sancionaram leis que autorizam essa prática.

A Doutrina Divina
Esse é um assunto de grande importância para nós, pois o Senhor declarou repetidas vezes esta ordem divina: “Não matarás”. 4 Posteriormente, acrescentou: “Nem farás coisa alguma semelhante”. 5 Mesmo antes da restauração da plenitude do evangelho, as pessoas esclarecidas compreendiam a santidade da vida humana. João Calvino, reformador protestante do século XVI, escreveu: “Se parece mais horrível matar um homem em sua própria casa do que num campo, (…) deve-se deveras considerar mais atroz destruir um feto no ventre materno, antes de vir à luz”. 6

As regras dos homens legalizaram agora o que foi proibido por Deus desde a aurora dos tempos! O raciocínio humano distorceu a verdade absoluta e a transformou em slogans atrativos que promovem uma prática intrinsecamente errada.

Casos Especiais
A preocupação com a saúde da mãe é vital, mas as circunstâncias nas quais a interrupção da gravidez é necessária para salvar a vida da mãe são raríssimas, principalmente nos locais que dispõem de recursos médicos modernos. Outra preocupação é a ligada às gestações resultantes de estupro ou incesto. Essa tragédia é agravada pelo fato de ter sido negada a liberdade de escolha a uma mulher inocente. Nessas circunstâncias, o aborto às vezes é considerado aconselhável para preservar a saúde física e mental da mãe. O aborto por esses motivos também é raro.

Alguns defendem o aborto nos casos em que há risco de má-formação congênita. Não há duvidas de que, no primeiro trimestre de gravidez, os efeitos de certos agentes infecciosos ou tóxicos são reais, mas é preciso cuidado ao avaliar a possibilidade de interromper a gestação. A vida tem grande valor para todos, inclusive para as pessoas nascidas com deficiências. Além disso, o resultado pode ser menos grave do que o previsto.

Lembro-me bem de um casal que viveu uma experiência dessa natureza. A mulher tinha apenas 21 anos de idade na época — uma esposa bela e dedicada. Em seu primeiro trimestre de gravidez, contraiu rubéola. Foi recomendado o aborto, pois o bebê em formação certamente seria afetado. Alguns familiares, por preocupação e amor, exerceram ainda mais pressão para o aborto. Em espírito de oração, o casal consultou o bispo. Ele os encaminhou ao presidente da estaca, que, ao ouvir suas preocupações, aconselhou-os a não pôr fim à vida desse bebê, embora fosse provável que nascesse com algum problema. Citou a seguinte escritura:

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.

Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” 7

Eles optaram por seguir esse conselho e permitiram que o bebê nascesse — uma linda menininha, normal em todos os aspectos, exceto a audição: era totalmente surda. Depois da avaliação da filha numa escola para surdos, os pais ficaram sabendo que ela tinha o intelecto de um gênio. Ela freqüentou uma grande universidade com bolsa de estudos. Hoje, cerca de 40 anos depois, leva uma vida maravilhosa.

Negar a vida a alguém devido à possibilidade de uma deficiência é algo muito sério. Se houvesse leis ditadas por essa lógica, as pessoas que já vivem com tais deficiências também deveriam ser eliminadas. Mais um passo nessa trágica linha de pensamento levaria à conclusão de que as pessoas doentes ou que causam alguma inconveniência também deveriam ser eliminadas. Tal falta de respeito pela vida seria totalmente inconcebível!

Aborto por Opção
Relativamente poucos abortos são realizados devido às circunstâncias especiais que acabei de citar. 8 A maioria deles é realizado mediante solicitação, com o intuito de pôr fim a gestações indesejadas. Esses abortos são simplesmente uma forma de controle de natalidade.

O aborto eletivo foi legalizado em muitos países com base na premissa de que a mulher é livre para escolher o que faz com o próprio corpo. Até certo ponto, isso é verdade e se aplica a todos nós, homens ou mulheres. Somos livres para pensar. Somos livres para planejar. Somos livres para agir; mas depois de praticarmos uma ação, não estamos livres de suas conseqüências.

Para compreender melhor esse conceito, podemos aprender com os astronautas. A qualquer instante, durante o processo seletivo e a preparação, eles têm a liberdade de abandonar o programa, mas depois do lançamento da espaçonave, o astronauta não se pode esquivar das conseqüências da escolha feita antes do início da viagem.

O mesmo se dá com quem decide embarcar numa viagem que culmina com a paternidade. Essas pessoas têm liberdade de escolha: podem tomar ou não esse curso. Quando a concepção ocorre, essa escolha já está consumada.

Sim, a mulher é livre para decidir o que fará com seu corpo. Quer sua escolha leve a uma missão espacial ou a um bebê, a decisão de iniciar a jornada impõe as respectivas conseqüências. Não é possível desfazê-la depois de consumada.

Quando se debate o tema polêmico do aborto, muitos invocam o “direito individual de escolha”, como se fosse a virtude suprema. Isso só poderia ser verdade se houvesse uma única pessoa envolvida. Os direitos de uma pessoa, seja ela quem for, não justificam que se infrinjam os direitos alheios. Dentro ou fora do casamento, o aborto não é um assunto meramente individual. Interromper a vida de um bebê em formação envolve duas pessoas com corpo, cérebro e coração separados. As escolhas que uma mulher faz com relação a seu próprio corpo não inclui o direito de privar seu bebê da vida — uma vida inteira de escolhas que seu filho faria.

Como membros da Igreja, devemos defender a escolha — a escolha correta — não simplesmente a escolha como fim em si mesma. 9

Quase todas as legislações relativas ao aborto levam em conta a duração da gestação. A mente humana tem a pretensão de determinar quando começa uma “vida significativa”. Durante meus estudos de medicina, aprendi que uma nova vida começa quando duas células especiais se unem para tornar-se uma única célula, com 23 cromossomos provenientes do pai e 23 cromossomos da mãe. Esses cromossomos contêm milhares de genes. Num maravilhoso processo que envolve a combinação de códigos genéticos que determina todas as características humanas da pessoa ainda por nascer, forma-se um novo complexo de DNA. O crescimento contínuo resulta num novo ser humano. Cerca de 22 dias após a união das duas novas células, um coraçãozinho começa a bater. Aos 26 dias, começa a circulação sangüínea. 10 Legislar sobre o momento em que uma vida em formação passa a ser considerada “significativa” é, a meu ver, presunçoso e bastante arbitrário.

O aborto foi legalizado por entidades governamentais sem levar em conta Deus e Seus mandamentos. As escrituras declaram repetidamente que as pessoas só prosperarão se guardarem os mandamentos de Deus. 11 As pessoas só prosperarão se andarem com fé e obediência perante Deus, que disse:

“Eu, o Senhor, estendi os céus e formei a Terra, obra de minhas mãos; e todas as coisas que neles há são minhas.

E é meu propósito suprir [o necessário] (…).

Mas é necessário que seja feito a meu modo (…).

Pois a Terra está repleta e há bastante e de sobra.” 12

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias sempre se opôs à prática do aborto. Há mais de um século, a Primeira Presidência escreveu: “Novamente aproveitamos esta oportunidade para advertir os santos dos últimos dias contra (…) as práticas de feticídio e infanticídio”. 13

No início de sua presidência, o Presidente Spencer W. Kimball (1895–1985) declarou: “Afirmamos repetidas vezes a postura da Igreja em sua oposição inalterável à prática do aborto em todas as suas formas, exceto em duas raras circunstâncias: Quando a concepção resultar de estupro e quando o parecer das autoridades médicas competentes indicar que a saúde da mãe ficaria seriamente comprometida”. 14 As normas atuais incluem duas outras exceções: o incesto e o caso em que o bebê não sobreviverá após o parto, conforme constatado pelas autoridades médicas competentes. E mesmo essas exceções não justificam automaticamente o aborto. O aborto “deve ser [levado] em consideração somente depois de as pessoas responsáveis terem consultado o bispo e recebido confirmação divina por meio da oração”. 15

Adoção
Por que pôr fim a uma vida que poderia trazer grande alegria a outras pessoas? Há maneiras melhores de lidar com uma gravidez indesejada. Quando se cria uma vida como resultado de uma conduta pecaminosa, a melhor maneira de começar o arrependimento pessoal é preservar a vida dessa criança. Somar outro pecado grave a um pecado sério já cometido apenas aumenta a dor. A adoção é uma alternativa maravilhosa ao aborto. Tanto o bebê como os pais adotivos podem ser imensamente abençoados pela adoção dessa criança por uma família em que ela será criada com amor e com as bênçãos do evangelho.

O Arrependimento É Possível
Há esperança para uma pessoa que praticou aborto? Há esperança para aqueles que cometeram esse pecado e que agora sentem profundo pesar? A resposta é sim! “Até onde foi revelado, a pessoa pode arrepender-se e ser perdoada do pecado do aborto induzido.” 16 Sabemos que o Senhor ajudará todos os que se arrependerem verdadeiramente. 17

A vida é preciosa! Ninguém pode acariciar um bebê inocente, fitar seus belos olhos, tocar seus dedinhos e beijar seu rostinho sem sentir profunda reverência pela vida e pelo Criador. A vida vem da vida. Não é fruto do acaso. É um dom de Deus. Ele não envia vidas inocentes para serem destruídas. A vida é concedida por Deus e naturalmente só deve ser tirada por Ele. 18 Testifico que a vida é eterna como Ele é eterno.

ADOÇÃO: UMA DECISÃO DE AMOR QUE É UMA BÊNÇÃO PARA A CRIANÇA
“Expressamos apoio aos pais que não são casados e que entregam seus filhos para serem adotados por uma família estável com uma mãe e um pai. Manifestamos também nosso apoio às mães e pais casados que adotam essas crianças.

As crianças têm o direito à bênção de serem criadas num ambiente familiar estável em que o pai e a mãe honram os votos matrimoniais. Ter um relacionamento marcado pela segurança, atenção e constância com um pai e uma mãe é essencial para o bem-estar da criança. Ao optarem por entregar o filho para adoção, os pais não que não são casados concedem à criança essa bênção de suma importância. A adoção é uma decisão altruísta e um ato de amor que é uma bênção para a criança, para os pais biológicos e para os pais adotivos nesta vida e por toda a eternidade. Louvamos a todos os que auxiliam as crianças e as famílias promovendo a adoção.”

Declaração da Primeira Presidência, 4 de outubro de 2006.

Exibir Referências

NOTAS1. Ver “A Família: Proclamação ao Mundo”, A Liahona, outubro de 2004, p. 49.
2. Ver The New Encyclopedia Britannica, 15.a ed. (1998), “World Wars, The”.
3. Ver Maria Cheng, “Abortion Just as Common in Nations Where It’s Illegal”, Salt Lake Tribune, 12 de outubro de 2007, p. A7. Nos Estados Unidos, o número de nascimentos de crianças vivas por ano gira em torno de três a quatro milhões. O número de abortos eletivos durante esse mesmo período excede um milhão. Assim, nesse país, uma em cada três ou quatro gestações termina em aborto.
4. Ver Êxodo 20:13; Deuteronômio 5:17; Mateus 5:21; Romanos 13:9; Mosias 13:21; 3 Néfi 12:21; D&C 42:18–19.
5. D&C 59:6.
6. João Calvino, Commentaries on the Four Last Books of Moses Arranged in the Form of a Harmony, trad. Charles William Bingham, 22 vols. (1979), Volume 3, p. 42.
7. Provérbios 3:5–6.
8. Ver o pronunciamento do Dr. Irvin M. Cushner ao Comitê do Senado dos Estados Unidos sobre a decisão do Poder Judiciário, Constitutional Amendments Relating to Abortion, Senate Journal 17–19, 110, 97.ª Legislatura, 1.ª sessão, 1981, p. 158.
9. Ver Dallin H. Oaks, “O Mais Importante”, A Liahona, março de 2000, pp. 17–20.
10. Ver J. Willis Hurst and others, eds., The Heart, 4.a ed. (1978), p. 7.
11. Ver Levítico 26:3–13; Josué 1:7–8; I Reis 2:3; II Reis 18:5–7; II Crônicas 24:20; 26:5; 31:21; Jó 36:11–12; 1 Néfi 2:20–21; 4:14; 2 Néfi 1:9, 20, 31; 4:4; 5:10–11; Jarom 1:9; Ômni 1:6; Mosias 1:7; 2:22, 31; Alma 9:13; 36:1, 30; 37:13; 38:1; 45:6–8; 48:15, 25; 50:20; Helamã 3:20; 3 Néfi 5:22; D&C 9:13.
12. D&C 104:14–17.
13. John Taylor e George Q. Cannon, “Epistle of the First Presidency”, 4 de abril de 1885; em James R. Clark, comp., Messages of the First Presidency of The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, 6 vols. (1965–1975), Volume 3, p. 11.
14. Spencer W. Kimball, “A Report and a Challenge”, Ensign, novembro de 1976, p. 6; ver também “The Time to Labor Is Now”, Ensign, novembro de 1975, p. 6.
15. Manual de Instruções da Igreja, Volume 1: Presidências de Estaca e Bispados (2006), p. 201.
16. Manual de Instruções da Igreja, Volume 1, p. 201.
17. Ver Jeremias 31:34; Hebreus 8:12; 10:17; D&C 58:42.
18. Ver Deuteronômio 30:20; Atos 17:28; D&C 88:13; Moisés 6:32.

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terça-feira, 3 de maio de 2011

A origem do Dia das Mães


A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".


Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.


Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.


"Não criei o dia das mães para ter lucro"


O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.
]
Cravos: símbolo da maternidade


Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.


No Brasil


O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
Ana Jarvis (idealizadora do dia das mães)


Texto compilado das seguintes fontes
- Pesquisa de Daniela Bertocchi Seawright para o site Terra,
http://www.terra.com.br/diadasmaes/odia.htm
Fontes / Imagens:
· Norman F. Kendall, Mothers Day, A History of its Founding and its Founder, 1937.
· Main Street Mom
· West Virginia Oficial Site
- O Guia dos Curiosos - Marcelo Duarte. Cia da Letras, S.P., 1995.
- Revista Vtrine - artigo - Abril, S.P., 1999

Içami Tiba, renomado psiquiatra fala sobre como ajudar os filhos a encontrarem felicidade

é porque ela é MÃE!


Há um trecho atribuído a Victor Hugo em que lemos:
“A mulher partiu o pão em dois pedaços e os deu aos filhos,
que comeram avidamente.
‘Ela não guardou nada para si mesma’, resmungou o sargento.
‘É porque não está com fome’, disse um soldado.
‘Não’, replicou o sargento, ‘é porque ela é MÃE’.”

como a mulher e mae é vista na Igreja


Apenas atualizando os dados: já somos mais de 6 milhões de irmãs na Sociedade de Socorro, em mais de 170 paises!

As Mulheres de Nossa Vida - The Women in Our Lives - Mormon Messages - M...

"Vem toma esta mão"


 Coro -
Vem, toma esta mão
Deste pequeno ser
Pois este teu amor é imortal
O teu chamado de mãe,
Sagrado deve ser
Assim nos disse o Pai Celestial.

I
Há um elo especial que liga a mãe
ao Criador
É uma sagrada forma de servir.
A ela um filho seu à Terra enviará
Para aprender as Suas leis seguir.

- Coro -
Vem, toma esta mão
Deste pequeno ser
Pois este teu amor é imortal
O teu chamado de mãe,
Sagrado deve ser
Assim nos disse o Pai Celestial.

II
Nosso Pai espera por mulheres
de grande valor
Que saibam como é grande
o plano Seu.
E que a Seus filhinhos possam
ensinar
Como retornar ao Pai que está
no céus.

- Coro -
Vem, toma esta mão
Deste pequeno ser
Pois este teu amor é imortal
O teu chamado de mãe,
Sagrado deve ser
Assim nos disse o Pai Celestial


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Para Sempre (Drummond de Andrade)

“A maternidade é mais do que se dar à luz um filho. (…) É a essência de quem somos como mulheres.”

esta semana sera dedicada especialmente a posts sobre ser mae!

Fortalecer as Futuras Mães, Susan W. Tanner


Susan W. Tanner
Há vários anos, meu marido e eu perguntamos a nossos filhos do que eles tinham gostado na conferência geral. Nossa filha de dezesseis anos estava maravilhada. Ela disse: “Adorei! Adoro ouvir profetas e líderes inspirados e inteligentes apoiarem a maternidade”. Depois, ela nos disse que essa era uma das ansiedades perturbadoras que ela tinha na vida: “Não ouço isso em lugar algum, nem no seminário, nem nas Moças, e definitivamente nunca na escola; só ouço isso aqui em casa”.
Não sei se outras moças já sentiram o mesmo que ela, mas acho que sim. Sei que durante algum tempo era moda as mulheres louvarem as virtudes da maternidade ou as moças expressarem o desejo de seu coração de se tornarem mães.
Notei isso, em especial, há algum tempo quando conversei com um grupo de mais ou menos vinte Lauréis que eu não conhecia. Perguntei-lhes qual era a meta que tinham. As primeiras mencionaram objetivos educacionais, como fazer um doutorado; algumas disseram que gostariam de servir em uma missão. Todas eram metas dignas. Finalmente, uma moça timidamente expressou o desejo de tornar-se mãe. Depois disso, umas poucas moças falaram sobre outras metas. Depois que mais uma moça mencionou a maternidade, o restante delas expressou o mesmo. No entanto, foi muito corajoso por parte daquelas duas primeiras moças admitirem que desejavam tornar-se mães. E isso aconteceu num ambiente muito seguro.
Além do fato de que ao admitir essa meta a moça possa vir a ser ridicularizada, isso pode fazer com que ela se sinta uma fracassada. Ela sabe que não tem pleno controle sobre o cumprimento dessa meta, e isso pode fazer com que ela se sinta vulnerável ao declará-la. Também é uma meta que exige muito desprendimento; isso pode exigir que ela deixe de lado outras metas mais glamurosas. Estou ciente dos problemas que nossas jovens enfrentam atualmente, mas ainda assim sinto que precisamos ensinar princípios eternos.
Quero apoiar a maternidade e falar a respeito da mais nova frase do tema de nossas Moças: “Esteja preparada para fortalecer o lar e a família”. Abordarei cinco coisas que nós, pais e líderes, precisamos fazer por nossas moças.

1. Precisamos ensinar as moças a fortalecerem seu lar e sua família.

Todas as famílias, desde as melhores até as mais problemáticas, precisam de fortalecimento. O Élder Robert D. Hales, do Quórum dos Doze Apóstolos, disse: “Se pensamos que as outras famílias não têm dificuldades ou problemas, simplesmente não as conhecemos suficientemente bem”. 1 Precisamos incentivar as moças a procurarem o pai e a mãe, não apenas para receber ajuda, mas também para oferecê-la.
Várias das irmãs de nossa junta geral foram criadas num lar em que os pais eram menos ativos na Igreja. Uma delas teve uma sábia líder das Moças que a aconselhou a ficar com a família quando eles realizassem atividades recreativas no domingo, mas que mantivesse seus padrões pessoais. Assim, se eles fossem a um clube com piscina, ela ia com eles, mas não nadava. Desse modo, ela foi capaz de desenvolver um relacionamento carinhoso com a família dela.
Conheço uma moça que se entristeceu ao ver o irmão associar-se com o grupo errado de amigos. Depois de orar fervorosamente por ele, certa noite, ela seguiu a inspiração de ir buscá-lo na festa onde ele estava. Ficou conversando com ele no carro, enquanto dirigia, falando sobre quem ele era, como membro da sua própria família e como membro da família do Pai Celestial, e a respeito da responsabilidade que ele tinha de honrar essa sua identidade. O rapaz conseguiu corrigir sua vida, em parte por causa do amor de sua irmã.
Os jovens freqüentemente se sentem social ou espiritualmente solitários ou isolados. As amizades e um forte vínculo com seus irmãos e irmãs são o melhor antídoto. Uma adolescente foi rejeitada por um grupo de moças na escola. Suas irmãs e irmãos amenizaram o sofrimento dela incluindo-a nas atividades deles e dando-lhe uma dose extra de amor.
Esses foram exemplos de moças que fortaleceram seu lar e sua família. Servir a família é um modo de guardar os convênios, e isso resulta na bênção prometida de termos o Espírito em nossa vida. Precisamos ajudar nossas moças a começarem de onde estão, independentemente do tipo de família que tenham, no empenho de fortalecerem seu lar e sua família.

2. Precisamos preparar as moças com habilidades, tanto físicas quanto espirituais, que irão abençoar seu futuro lar.

Creio que uma forma pela qual podemos auxiliar espiritualmente nossas moças é ajudá-las a desenvolver talentos ou habilidades físicas. Sabemos que para o Senhor todas as coisas são espirituais. (Ver D&C 29:34.)
As aptidões e habilidades domésticas estão sendo esquecidas e negligenciadas. Preocupo-me com isso. Se perdermos as pessoas capacitadas em prendas domésticas na sociedade, haverá um vazio emocional no lar muito semelhante ao que sofrem as pessoas que não têm um lar, com problemas semelhantes de desespero, abuso de drogas, imoralidade e falta de auto-estima. Numa revista chamada The Family in America, Bryce Christensen escreveu que o número de pessoas sem lar nas ruas “não nos dá sequer uma idéia da amplitude do problema da carência do lar nos Estados Unidos. Afinal de contas, desde quando a palavra lar significa simplesmente um teto para abrigar-nos, ou a carência do lar significa apenas a falta desse abrigo? (…) Um lar [significa] não apenas um teto, mas também o compromisso, a segurança e o vínculo emocional. A palavra lar significa não apenas um teto e um calefador, mas um lugar santificado pelos duradouros vínculos do matrimônio, da paternidade e da maternidade e das obrigações familiares. Um lugar que exige sacrifício e devoção, mas que promete carinho, amor e aceitação calorosa”. 2
Precisamos, portanto, ensinar as aptidões domésticas, inclusive as práticas, como cozinhar, costurar, fazer o orçamento e embelezar o lar. Precisamos fazer nossas moças compreenderem que as aptidões domésticas são honrosas e podem ajudá-las tanto espiritual quanto materialmente. A criação de um lar fisicamente atraente encorajará os entes queridos a desejarem estar ali e ajudará a criar o tipo de ambiente que convidará o Espírito.
As aulas dominicais, a Mutual e o Progresso Pessoal são todos programas que proporcionam a ocasião e a maneira de ensinarmos essas lições tão necessárias. Penso em minha própria experiência quando fui consultora das Lauréis. As moças que estavam sob minha responsabilidade tinham um ano antes de partirem para o mundo para o enfrentarem sozinhas. Perguntei-lhes o que precisavam saber para estarem prontas para essa independência. A partir de sua lista de necessidades — calcular o saldo do talão de cheques, matricular-se na faculdade e candidatar-se a empregos, saber preparar alimentos e não apenas biscoitos, etc. — planejamos nossas atividades da Mutual. Não tive mais problemas de freqüência, porque estávamos preparando habilidades que as moças precisariam para desempenhar seu importante papel no futuro. Percebi que no processo de aprenderem habilidades físicas, algumas capacidades espirituais estavam sendo desenvolvidas ao mesmo tempo. Havia uma amizade mais genuína entre as moças e elas se preocupavam mais umas com as outras. As mães me contaram que o ambiente espiritual dentro do lar melhorou quando as moças começaram a compartilhar algumas de suas habilidades recém-adquiridas.
Isso é o que nós pais e líderes precisamos fazer. Precisamos ajudar as moças a desenvolverem habilidades práticas e espirituais que irão abençoar o futuro lar delas.

3. Precisamos inspirar as moças a terem o desejo de serem esposas, mães e donas de casa maravilhosas.

As duas ferramentas mais eficazes que temos para inspirar nossas moças são o nosso exemplo e nossa sinceridade.
Já vi muitas líderes das Moças, inspiradoras, darem o exemplo de como viver seu papel com nobreza e alegria. Lembro-me do vigoroso exemplo de minha consultora das Lauréis, que criou fielmente seus filhos na Igreja, embora seu marido fosse menos ativo. Conheço uma moça cujos pais não eram ativos na Igreja. Ela era muito dócil e aprendeu bastante com o exemplo de seus líderes. Aprendeu a jejuar e a realizar reuniões familiares participando dessas atividades com suas professoras.
Meu melhor e mais constante exemplo para aprender a alegria da vida no lar e da maternidade foi a minha própria mãe. Ela me dizia muitas vezes, todos os dias, que valorizava imensamente o fato de ser mãe e dona de casa, e então colocava em prática essas palavras em tudo o que fazia. Ela cantava enquanto dobrava a roupa lavada; exultava com o cheiro de limpeza de um banheiro recém-lavado; ensinou-me a ler e escrever, costurar e cozinhar, amar e servir. Como ela emanava o Espírito e os frutos do amor, alegria, paz, mansidão, longanimidade e temperança, eu sentia tudo isso, e sabia que desejava ter as mesmas coisas na minha vida. (Ver Gálatas 5:22–23.) Seu exemplo continua a ensinar-me todos os dias.
Quero que todas vocês saibam da grande alegria que sinto por ser mãe, esposa e dona de casa. Devemos expressar nossa alegria freqüentemente por meio de palavras, ações e semblante.

4. Precisamos ajudar as moças a terem a coragem de enfrentar um mundo que está profanando a família e os valores familiares.

É alarmante sentir em nossos dias a plena fúria do ataque de Satanás contra a família. Os estilos de vida alternativos, o aborto, a coabitação, o divórcio, a imoralidade e a violência são questões gritantes com as quais nos deparamos em toda parte.
Embora me sinta alarmada, não tenho medo. O medo é o oposto da fé. Paulo disse a Timóteo: “Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação”. (II Timóteo 1:7)
Sinto fé em Jesus Cristo e em Seu evangelho restaurado na Terra. Sinto-me revigorada pelas verdades do evangelho declaradas sucintamente na proclamação sobre a família. Ela expressa nossa posição a respeito de cada uma das questões que mencionei, além de outras. Por exemplo:
Estilos de vida alternativos: “O sexo (masculino ou feminino) é uma característica essencial da identidade e do propósito pré-mortal, mortal e eterno de cada um. (…)
(…) Declaramos também que Deus ordenou que os poderes sagrados de procriação sejam empregados somente entre homem e mulher, legalmente casados”.
Aborto: “Afirmamos a santidade da vida e sua importância no plano eterno de Deus”.
Coabitação: “O casamento entre o homem e a mulher é essencial para (…) [o] plano eterno [de Deus]”.
Divórcio: “O marido e a mulher têm a solene responsabilidade de amar-se mutuamente e amar os filhos”.
Imoralidade: “Advertimos que as pessoas que violam os convênios de castidade (…) deverão um dia responder perante Deus”.
Violência: “Advertimos que as pessoas que (…) maltratam o cônjuge ou os filhos (…) deverão um dia responder perante Deus”. 3
Não apenas me sinto fortalecida por essas verdades, mas também me sinto amada por um Pai Celestial sábio e onisciente, que nos abençoou com profetas e apóstolos para guiar esta Igreja. Se nossas moças puderem conhecer o Seu amor, se puderem sentir as verdades do evangelho firmemente enraizadas no coração, não temerão. Com um forte testemunho do evangelho e um firme conhecimento das doutrinas eternas, nossas moças terão a coragem de enfrentar um mundo que está profanando a família.

5. Precisamos salientar para as moças a responsabilidade eterna e o privilégio que é a maternidade e ajudá-las a compreender que todas terão um lar e influenciarão os filhos, quer tenham ou não a oportunidade de ter filhos nesta vida.

O Presidente Spencer W. Kimball (1895–1985) falou sobre a influência exercida pelas vigorosas mulheres de Deus no mundo: “Grande parte do importante crescimento futuro da Igreja nos últimos dias se dará porque muitas mulheres bondosas do mundo (que freqüentemente possuem grande espiritualidade interior) irão filiar-se à Igreja em grande número. Isso acontecerá à medida que as mulheres da Igreja demonstrarem retidão e inteligência na vida, e à medida que elas forem vistas como diferentes e distintas das mulheres do mundo, de forma positiva e feliz”. 4
Somos distintas e diferentes de forma positiva e feliz porque sabemos quem somos eternamente. Os papéis femininos de ser mãe e de criar os filhos nos foram designados por Deus.
Minha prima Carrie foi um grande exemplo de mulher solteira feliz, generosa, amorosa, que abençoava todas com quem convivia. Ela morreu num acidente automobilístico quando estava com quase quarenta anos de idade, mas seu último ato de bondade antes de sua morte prematura foi terminar um livro de recortes para cada um de seus sobrinhos e sobrinhas. Ela estava cumprindo sua missão, dentro dos limites de suas oportunidades.
Gostaria de deixar uma palavra para vocês, maravilhosas líderes das Moças. Espero que o Espírito as ajude a saber como simplificar — com isso quero dizer que devem utilizar seu valioso tempo nas coisas mais importantes. Ensinem princípios e doutrinas. Dêem amor. Sejam um exemplo. Ensinem da maneira mais agradável e simples que lhes for possível.
Embora o que nós, líderes, estejamos fazendo com nossas jovens atualmente seja fundamental para salvar este mundo, aquilo que estamos fazendo com nossos chamados eternos é de importância ainda maior. Também temos um manto para nosso chamado de esposa, mãe e dona de casa. Precisamos pedir a ajuda do Senhor para que Seu Espírito esteja conosco nesses papéis eternos. Nosso lar pode ser o nosso único e último local de refúgio, como nossos profetas profetizaram. Imploro-lhes que sejam líderes exemplares, mas não negligenciem suas responsabilidades no lar.
Nosso papel como mãe é extremamente importante! Nosso papel como líder também! É fundamental que treinemos adequadamente as futuras mulheres dignas de Deus! Sei que este trabalho no qual estamos engajadas é a Sua obra, e tenho grande gratidão pelo maravilhoso privilégio que temos de ser Seus instrumentos.
Adaptado de um discurso realizado numa visitação pública das Moças, em março de 2004.

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    Notas

  1. 1. “How Will Our Children Remember Us?” Ensign, novembro de 1993, p. 10.
  2. 2. “HomeLess America: What the Disappearance of the American Homemaker Really Means”, The Family in America, janeiro de 2003, www.profam.org/pub/fia/xfia_1701.htm.
  3. 3. “A Família: Proclamação ao Mundo”, A Liahona, outubro de 2004, p. 49.
  4. 4. “The Role of Righteous Women”, Ensign, novembro de 1979, pp. 103–104.

“Porque Ela É Mãe”, Jeffrey R. Holland

 

Of the Quorum of the Twelve Apostles


Jeffrey R. Holland
Se tentarem fazer o melhor possível para serem os melhores pais que puderem ser, terão feito tudo o que um ser humano é capaz de fazer e tudo o que Deus espera que façam.
Há um trecho atribuído a Victor Hugo em que lemos:
“A mulher partiu o pão em dois pedaços e os deu aos filhos, que comeram avidamente. ‘Ela não guardou nada para si mesma’, resmungou o sargento.
‘É porque não está com fome’, disse um soldado.
‘Não’, replicou o sargento, ‘é porque ela é mãe’.”
No ano em que celebramos a fé e a coragem daqueles que empreenderam a árdua jornada através dos estados de Iowa, Nebraska e Wyoming, gostaria de prestar homenagem às mães de nossos dias, que são a versão moderna daquelas mães pioneiras, que cuidaram de seus filhos, oraram por eles e tão freqüentemente os enterraram ao longo do caminho. Mas ao fazer esse elogio, sei que existem muitas mulheres ouvindo minhas palavras que anseiam em ser mães mas não o são. Nós, Autoridades Gerais, estamos plenamente cientes de sua condição. Em meio às lágrimas que vocês e nós temos vertido por esse motivo, quero dizer-lhes que Deus irá, algum dia no futuro, dar-lhes “paz ao coração”. 1 Conforme ensinado neste púlpito diversas vezes por profetas, “nenhuma bênção será negada” aos fiéis, ainda que não sejam concedidas imediatamente. 2 Neste ínterim, rejubilemo-nos pois a oportunidade de educar filhos não se resume aos que sejam de nosso próprio sangue.
Falo das mães, mas não menosprezo o papel fundamental e indispensável do pai, em especial nesta época em que a falta do pai nos lares modernos está sendo considerada por alguns “o principal problema social de nossos dias”. 3 De fato, a ausência do pai no lar pode ser um problema até mesmo nos lares em que o pai está fisicamente presente, porém, distante em pensamento e espírito. Essa, porém, é uma mensagem do sacerdócio que ficará para outro dia. Gostaria, hoje, de louvar as mães que acalentaram seus filhos, que os educaram em retidão e são a parte central do plano de Deus para nós na mortalidade.
Cito as palavras de Paulo, que escreveu a Timóteo elogiando-lhe “a fé não fingida ( . . . ) a qual habitou primeiro”, disse ele, “em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice”. 4 “E que desde a tua meninice”, disse Paulo, “sabes as sagradas Escrituras.” 5 Agradecemos a todas as mães e avós que ensinaram essas verdades a seus filhos e netos desde a mais tenra idade.
Falando às mães em geral, quero em especial elogiar e encorajar as mães jovens. O trabalho da mãe é muito difícil e freqüentemente pouco reconhecido. Geralmente o casal terá que cuidar dos filhos pequenos numa época em que o marido ou a mulher, ou ambos, ainda está freqüentando a escola ou quando o marido está no início da carreira profissional, ainda aprendendo a sustentar a família. As condições financeiras costumam variar diariamente entre pouco dinheiro e dinheiro nenhum. O apartamento geralmente é decorado num destes dois estilos elegantes: provinciano das Lojas Deseret ou despojado de móveis. O carro, se houver, tem pneus carecas e o tanque vazio. Mas tendo que acordar várias vezes à noite para alimentar ou acalentar o bebê, o maior desafio de toda mãe jovem é simplesmente o cansaço. Durante esses anos, a mãe precisa fazer mais, dormindo menos, e doar mais de si mesma com menos benefício pessoal do que qualquer grupo de pessoas que conheço em qualquer época da vida. Não é de se admirar que tenham olheiras tão profundas.
A ironia de tudo isso é que muitas vezes essa é justamente a irmã que desejamos chamar — ou precisamos chamar — para trabalhar na ala e nas auxiliares da estaca. Isso é compreensível. Quem não gostaria de contar com o exemplo dessas jovens Lóides e Eunices? Sejam sábios. Lembrem-se de que a família é nossa mais alta prioridade, especialmente nesses anos de formação do caráter dos filhos. Mesmo assim, as mães jovens ainda terão maravilhosas oportunidades de servir diligentemente na Igreja, enquanto outros estarão empenhados em servi-las e fortalecê-las — e sua família — de maneira semelhante.
Façam o melhor possível durante esses anos, mas seja o que for que fizerem, desfrutem intensamente esse papel que é unicamente de vocês, e pelo qual até mesmo os céus enviam anjos para zelarem por vocês e seus pequeninos. Maridos — especialmente os maridos — assim como os líderes da Igreja e todos os amigos, sejam prestativos, atenciosos e sensatos. Lembrem-se de que “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. 6
Mães, reconhecemos e estimamos sua “fé a cada passo”. Saibam que criar os filhos é algo que valeu todo o esforço feito no passado, hoje em dia e para sempre. Se por qualquer motivo estiverem fazendo esse corajoso esforço sozinhas, sem o marido a seu lado, saibam então que nossas orações por vocês serão ainda mais fervorosas e mais resoluta nossa determinação de estender a mão para ajudá-las.
Uma jovem mãe escreveu-me recentemente que sua ansiedade geralmente se originava de três fontes. Primeiro: Sempre que ouvia discursos a respeito das mães SUD, ela geralmente preocupava-se porque não se sentia à altura da tarefa ou porque de alguma forma não estava correspondendo ao chamado. Em segundo lugar: Sentia que o mundo esperava que ela ensinasse a seus filhos a ler e escrever, assim como decoração de interiores, latim, cálculo e a como utilizar a Internet, tudo isso antes de o bebê dizer algo extremamente comum como “gugu”. Terceiro: Ela geralmente sentia que as pessoas a subestimavam, quase sempre sem intenção, porque os conselhos dados e até mesmo os cumprimentos que recebia nunca pareciam levar em consideração todo o exercício mental, o esforço espiritual e emocional, as longas noites e dias e as tarefas extenuantes normalmente exigidas daquelas que procuram e desejam ser a mãe que Deus espera que sejam. Mas uma coisa, disse ela, fazia com que prosseguisse adiante: “Apesar de todos os altos e baixos e das lágrimas ocasionais, sei do fundo do coração que estou fazendo o trabalho de Deus. Sei que em meu papel de mãe sou Sua sócia eterna. Sinto-me profundamente tocada por saber que Deus considera Seu mais importante propósito e objetivo o fato de ser Pai, mesmo que alguns de Seus filhos O façam chorar”.
“É esse entendimento”, diz ela, “que procuro lembrar naqueles inevitáveis dias difíceis em que tudo parece ser maior que nossa capacidade de suportar. Talvez seja precisamente esse nosso sentimento de incapacidade e ansiedade que nos faça procurar o Senhor, aumentando Sua capacidade de influenciar-nos. Talvez, Ele secretamente espere que nos sintamos ansiosas e oremos pedindo Sua ajuda. Então, creio eu, Ele poderá ensinar Seus filhos diretamente, por nosso intermédio, mas sem nenhuma resistência de nossa parte. Gosto dessa idéia”, conclui ela. “ Ela me dá esperança. Se eu for digna perante meu Pai Celestial, talvez Sua orientação a nossos filhos seja transmitida sem empecilhos. Talvez então esta venha a ser, literalmente, a Sua obra e Sua glória.” 7
À luz desse tipo de declaração, torna-se evidente que algumas daquelas grandes olheiras não foram provocadas unicamente pela troca de fraldas e por levar as crianças para a escola, mas por, pelo menos, algumas noites insones examinando as motivações e os sentimentos, procurando sinceramente desenvolver a capacidade de criar esses filhos para que venham a ser o que Deus espera deles. Emocionado por esse tipo de devoção e determinação, quero dizer às mães coletivamente, em nome do Senhor, que vocês são extraordinárias. Estão saindo-se muitíssimo bem. O próprio fato de terem recebido essa responsabilidade é a eterna prova da confiança que seu Pai Celestial deposita em vocês. Ele sabe que dar à luz uma criança não as transforma da noite para o dia em seres oniscientes. Se cada uma de vocês e seu marido esforçarem-se em amar a Deus e viver o evangelho; se orarem pedindo orientação e o consolo do Espírito Santo prometido aos fiéis; se forem ao templo tanto para fazer e reivindicar as promessas dos mais sagrados convênios que um homem ou mulher pode fazer neste mundo; se demonstrarem em seu relacionamento com os outros, incluindo seus filhos, que têm o mesmo coração compassivo, clemente e atencioso que desejam que os céus tenham para com vocês; se tentarem fazer o melhor possível para serem os melhores pais que puderem ser, terão feito tudo o que um ser humano é capaz de fazer e tudo o que Deus espera que façam.
Às vezes, a decisão de um filho ou neto irá partir-lhes o coração. Algumas expectativas não serão imediatamente alcançadas. Toda mãe e pai preocupa-se com isso. Até mesmo o pai amado e muito bem sucedido que foi o Presidente Joseph F. Smith implorou: “Oh! Deus não permita que eu perca os meus”. Esse é o clamor de todos os pais e revela parte do temor de todos os pais. Mas ninguém terá fracassado se continuar tentando e orando. Vocês têm todo o direito de serem encorajadas e saberem que no final seus filhos honrarão seu nome, tal como o de gerações de seus antepassados que esperaram pelas mesmas coisas e tiveram os mesmos temores.
Vocês contam com a grande herança de Eva, mãe de toda a família humana, aquela que compreendeu que ela e Adão precisavam cair para que “os homens [e as mulheres] existissem” 9 e que haveria alegria. Vocês possuem a grande herança de Sara e Rebeca e Raquel, sem as quais não teria havido aquelas magníficas promessas patriarcais a Abraão, Isaque e Jacó que nos abençoam a todos. Possuem a grande herança de Lóide e Eunice e das mães dos 2.000 jovens guerreiros. Possuem a grande herança de Maria, que foi escolhida e pré-ordenada antes do início do mundo para conceber e criar o próprio Filho de Deus. Agradecemos a todas vocês, incluindo nossas próprias mães, e dizemos que não há nada mais importante neste mundo do que participar de modo tão direto da obra e glória de Deus em proporcionar a mortalidade e a vida terrena a Seus filhos e filhas, de modo que a imortalidade e a vida eterna possam acontecer nas mansões celestiais.
Quando vocês procurarem o Senhor com humildade e mansidão e, como disse certa mãe, “esmurrarem a porta dos céus para pedir, implorar e exigir orientação e sabedoria para ajudá-las nessa imensa tarefa”, a porta será escancarada para prover-lhes a influência e o auxílio de toda a eternidade. Clamem pelas promessas do Salvador do mundo. Peçam o bálsamo da Expiação sempre que houver qualquer coisa que as esteja perturbando ou a seus filhos. Saibam que com fé todas as coisas serão endireitadas, apesar de vocês, ou melhor, por causa de vocês.
Não é possível fazerem tudo isso sozinhas, mas vocês têm ajuda. O Mestre do Céu e da Terra estará a seu lado para abençoá-las. Ele que, resolutamente, vai atrás da ovelha desgarrada, varre cuidadosamente a casa à procura da moeda perdida, espera eternamente pela volta do filho pródigo. Vocês estão realizando o trabalho de salvação e portanto serão magnificadas, recompensadas e tornar-se-ão melhores e mais capazes do que jamais foram ao procurarem fazer um esforço sincero, não importa quão débil ele lhes pareça algumas vezes.
Lembrem-se todos os dias de que “não haveríeis chegado até esse ponto se não fosse pela palavra de Cristo, com fé inabalável nele, confiando plenamente nos méritos daquele que é poderoso para salvar”. 10
Confiem Nele. Confiem realmente Nele. Confiem Nele para sempre. E “[prossigam] com firmeza em Cristo, tendo um perfeito esplendor de esperança”. 11 Vocês estão fazendo o trabalho de Deus. Estão realizando um trabalho excelente. Ele está abençoando-as e irá abençoá-las, mesmo — ou melhor, especialmente — quando seus dias e suas noites forem os mais difíceis. Como a mulher que anônima e humildemente, talvez mesmo com hesitação e vergonha, abriu caminho em meio à multidão para apenas tocar a orla da roupa do Mestre, da mesma forma Cristo dirá às mulheres que se preocupam ou se maravilham e que, às vezes, choram por causa das responsabilidades de serem mães: “Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou”. 12 E salvará seus filhos também.
No santo e sagrado nome do Senhor Jesus Cristo. Amém. 9

Exibir Referências 

  1. 1. “Cantando Louvamos” Hinos nº50; ver também 3 Né. 22:1.
  2. 2. Ver Joseph Fielding Smith, Doutrinas de Salvação, comp. por Bruce R. McConkie, 3 vols., 1954-56, 2:76; Harold B. Lee, Ye Are the Light of the World: Selected Sermons and Writings of President Harold B. Lee (Vós Sois a Luz do Mundo: Sermões e Escritos Selecionados do Presidente Harold B. Lee), 1974, p. 292; Gordon B. Hinckley, Conference Report (Relatório da Conferência), abril de 1991, p. 94.
  3. 3. Tom Lowe, “Fatherlessness: The Central Social Problem of Our Time” (Ausência Paterna: O Principal Problema Social de Nossos Dias), Claremont Institute Home Page Editorial, janeiro de 1996.
  4. 4. II Tm. 1:5
  5. 5. II TM. 3:15
  6. 6. Ec. 3:1
  7. 7. Correspondência pessoal
  8. 8. Joseph F. Smith, Doutrina do Evangelho, 5ª ed., 1939, p. 462.
  9. 9. 2 Né. 2:25
  10. 10. 2 Né. 31:19
  11. 11. 2 Né. 31:20
  12. 12. Mt. 9:22

Não Somos Todas Mães?, Sheri L. Dew

 

Neste verão, quatro sobrinhas e eu tivemos uma tensa noite de domingo, quando saímos de um hotel no centro da cidade que estávamos visitando, para caminhar até uma capela próxima, onde eu iria falar. Eu já havia feito aquele trajeto muitas vezes, mas naquela noite subitamente nos vimos cercadas por uma multidão de pessoas embriagadas que tinham ido assistir a um desfile. Não era um lugar adequado para quatro moças adolescentes e nem para sua tia, devo acrescentar. Mas como as ruas estavam fechadas para o trânsito, não tivemos outra escolha a não ser continuar andando. Em meio à balbúrdia, gritei para as moças: “Fiquem bem ao meu lado”. Enquanto atravessávamos aquela multidão, a única coisa que eu tinha em mente era a segurança de minhas sobrinhas.
Felizmente, conseguimos, por fim, chegar até a capela. Mas durante uma hora preocupante, compreendi melhor o que devem sentir as mães que se esquecem da própria segurança para protegerem um filho. Minhas irmãs tinham deixado as filhas sob minha responsabilidade, e eu as amo e faria qualquer coisa para conduzi-las para um lugar seguro. Da mesma forma, nosso Pai Celestial confiou a nós, mulheres, os Seus filhos e pediu-nos que os amássemos e os conduzíssemos em segurança, através dos perigos da mortalidade, de volta para nosso lar.
Amar e conduzir essas palavras resumem não apenas o trabalho do Pai e do Filho, mas também a essência do nosso trabalho, pois nosso trabalho é ajudar o Senhor em Seu trabalho. Como, então, nós, mulheres santos dos últimos dias, podemos ajudar melhor o Senhor em Seu trabalho?
Os profetas responderam muitas vezes essa pergunta, tal como o fez a Primeira Presidência há seis décadas, quando chamou a maternidade de “o mais elevado e santo serviço (…) assumido pela humanidade”. 1
Vocês já se perguntaram por que os profetas ensinaram a doutrina da maternidade — pois ela é uma doutrina — tão repetidamente? Eu já. Pensei muito e por muito tempo a respeito do trabalho das mulheres de Deus. Refleti bastante sobre o que a doutrina da maternidade significa para todas nós. Essa questão fez-me orar, pesquisar as escrituras e ir ao templo, tudo isso ensina a exaltadora doutrina do mais importante papel que desempenhamos como mulheres. É uma doutrina sobre a qual precisamos ser claras, se esperamos permanecer “firmes e inamovíeis” 2 em relação às questões que estamos constantemente enfrentando como mulheres, pois Satanás declarou guerra à maternidade. Ele sabe que a mão que embala o berço pode abalar seu império terreno. E sabe que sem mães dignas, que amem e conduzam a próxima geração, o reino de Deus irá fracassar.
Quando compreendemos a magnitude da maternidade, vemos claramente por que os profetas foram tão zelosos em relação ao papel mais sagrado da mulher. Embora nós tenhamos a tendência de igualar a maternidade ao ato de dar à luz um filho, na línguagem do Senhor a palavra mãe tem muitos significados. De todas as palavras que eles poderiam ter escolhido para definir seu papel e sua essência, tanto Deus, o Pai, quanto Adão chamaram “Eva de mãe de todos os viventes” 3 , e fizeram isso antes que ela tivesse tido um filho. Tal como aconteceu com Eva, nossa maternidade começou antes de nascermos. Assim como os homens justos foram preordenados para possuir o sacerdócio na mortalidade, 4 as mulheres justas receberam antes da mortalidade o privilégio da maternidade. 5 A maternidade é mais do que dar à luz um filho embora isso certamente esteja incluído. É a essência de quem somos como mulheres. Ela define nossa própria identidade, nossa condição e natureza divinas, e as características especiais que nosso Pai nos concedeu.
O Presidente Gordon B. Hinckley declarou que “Deus plantou algo de divino nas mulheres”. 6 Esse algo é o dom da maternidade e os dons da mulher em seu papel como mãe. O Élder Matthew Cowley ensinou que “os homens precisam receber algo [na mortalidade] para tornarem-se salvadores de homens, mas as mães e as mulheres, não. [Elas] nascem com um direito inato, uma autoridade inata de serem salvadoras de almas humanas (…) e a força regeneradora na vida dos filhos de Deus”. 7
A maternidade não foi algo que sobrou depois que nosso Pai abençoou Seus filhos com a ordenação ao sacerdócio. É a mais exaltadora investidura que Ele poderia ter dado a Suas filhas, uma responsabilidade sagrada que proporcionou às mulheres um papel inigualável na obra de ajudar Seus filhos a guardarem seu segundo estado. Conforme declarou o Presidente J. Reuben Clark Jr., a maternidade é “um chamado divino, tão eternamente importante em sua esfera quanto o sacerdócio”. 8
Não obstante, o assunto da maternidade é muito delicado, pois evoca algumas das maiores alegrias e tristezas da vida. Foi assim desde o princípio. Eva “alegrou-se” depois da Queda, percebendo que de outra forma “jamais [teriam] tido semente”. 9 Mas imaginem sua angústia em relação a Caim e Abel. Algumas mães sofrem por causa dos filhos que geraram; outras sofrem por não gerarem filhos nesta vida. A esse respeito o Élder John A. Widtsoe foi bem claro: “As mulheres que por motivos alheios à sua vontade não puderem exercer diretamente o dom da maternidade, poderão fazê-lo vicariamente”. 10
Por razões que só o Senhor conhece, algumas mulheres precisam esperar para ter filhos. Essa espera não é fácil para nenhuma mulher digna. Mas o cronograma do Senhor para cada uma de nós não nega nossa natureza. Algumas de nós, portanto, precisam simplesmente encontrar outras maneiras de nos tornarmos mãe. E ao nosso redor existem muitos que precisam ser amados e conduzidos.
Eva estabeleceu o padrão. Além de gerar filhos, ela tornou-se mãe de toda a humanidade ao tomar a decisão mais corajosa já tomada por uma mulher. Com Adão, ela abriu o caminho para que pudéssemos progredir. Ela foi um exemplo de mulher a ser respeitado pelos homens e seguido pelas mulheres, ilustrando as características com as quais todas nós fomos dotadas: fé heróica, aguçada sensibilidade ao Espírito, aversão ao mal e total altruísmo. Tal como o Salvador, “o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz” 11 , Eva, pela alegria de ajudar a dar início à família humana, suportou a Queda. Ela nos amou a ponto de ajudar a conduzir-nos.
Como filhas de nosso Pai Celestial e como filhas de Eva, todas somos mães e sempre fomos mães. E cada uma de nós tem a responsabilidade de amar e ajudar a conduzir a nova geração. Como nossas jovens irão aprender a viver como mulheres de Deus a menos que vejam como são as mulheres de Deus, isto é — como nos vestimos, o que assistimos e o que lemos; como ocupamos nosso tempo e nossa mente; como enfrentamos a tentação e a incerteza; onde encontramos verdadeira alegria e por que o recato e a feminilidade são as características marcantes das mulheres justas? Como nossos rapazes aprenderão a valorizar as mulheres de Deus se não lhes mostramos a virtude de nossas virtudes?
Cada uma de nós tem a suprema obrigação de ser um exemplo de mulher justa, porque nossos jovens talvez não encontrem esse exemplo em nenhum outro lugar. Toda irmã da Sociedade de Socorro, que é a mais importante comunidade de mulheres deste lado do véu, tem a responsabilidade de ajudar nossas moças a fazer uma transição agradável para a Sociedade de Socorro. Isso significa que nossa amizade precisa começar muito antes de elas completarem dezoito anos. Todas podemos ser mãe de alguém, começando por nossa própria família, mas não se limitando a ela. Todas podemos mostrar por palavras e ações que o trabalho das mulheres no reino do Senhor é magnífico e santo. Repito: Somos todas mães em Israel, e nosso chamado é o de amar e ajudar a conduzir a próxima geração através das perigosas ruas da mortalidade.
Poucas de nós atingiríamos nosso potencial sem os cuidados da mãe que nos deu à luz e das mães que têm paciência conosco. Fiquei emocionada recentemente ao rever uma das minhas líderes de jovens que não via há muito tempo. Quando eu era uma adolescente sem nenhuma autoconfiança, ficava sempre junto daquela mulher, porque ela colocava o braço em meu ombro e dizia: “Você é mesmo a melhor das moças!” Ela me amava, por isso deixei que ela me conduzisse. Quantas moças e rapazes estarão desesperadamente necessitados do amor e liderança que vocês podem oferecer? Será que compreendemos plenamente que nossa influência como mães em Israel é insubstituível e eterna?
Quando eu estava crescendo, não era incomum que minha mãe me acordasse no meio da noite e dissesse: “Sheri, pegue seu travesseiro e vá lá para baixo”. Eu sabia o que isso significava. Era um tornado que estava-se aproximando, e eu imediatamente ficava com medo. Mas então, minha mãe dizia: “Sheri, tudo vai ficar bem”. Suas palavras sempre me acalmavam. Hoje, décadas depois, sempre que a vida parece assoberbante e assustadora, telefono para minha mãe e espero que ela diga: “Tudo ficará bem”.
Os terríveis acontecimentos que ocorreram recentemente nos Estados Unidos ressaltaram que estamos vivendo em um mundo de incertezas. Jamais houve tamanha necessidade de mães justas: Mães que abençoem os filhos com um senso de segurança, proteção e confiança no futuro; mães que ensinem aos filhos onde podem encontrar paz e verdade, que o poder de Jesus Cristo é sempre mais forte que o poder do adversário. Toda vez que edificamos a fé e reforçamos a nobreza de uma moça ou rapaz, toda vez que amamos ou conduzimos alguém, mesmo que seja por um pequeno passo no caminho, estamos sendo fiéis à nossa investidura e a nosso chamado como mães, e com isso edificamos o reino de Deus. Nenhuma mulher que compreenda o evangelho jamais poderia considerar outro trabalho mais importante ou dizer: “Sou apenas uma mãe”, porque as mães curam a alma dos homens.
Olhem à sua volta. Quem precisa de vocês e de sua influência? Se quisermos realmente fazer algo digno de nota, devemos exercer nosso papel de mãe em relação aos filhos que dermos à luz e àqueles que estivermos dispostas a ensinar e guiar com paciência. Se estivermos sempre ao lado de nossos jovens — ou seja, se os amarmos — na maioria dos casos eles ficarão ao nosso lado — ou seja, deixarão que nós os conduzamos.
Como mães em Israel, nós somos a arma secreta do Senhor. Nossa influência provém de uma investidura divina que nos foi concedida desde o princípio. No mundo pré-mortal, quando o Pai descreveu nosso papel, imagino que ficamos maravilhadas ao saber que Ele nos abençoaria com uma responsabilidade tão sagrada e tão importante em Seu plano, e que nos concederia dons essenciais para que amássemos e conduzíssemos Seus filhos. Imagino que devemos ter gritado de alegria 12 em parte por causa da elevada condição que Ele nos proporcionou em Seu reino. O mundo não nos dirá isso, mas o Espírito, sim.
Não podemos desapontar o Senhor. E se chegar um dia em que venhamos a ser as únicas mulheres da Terra que consideram a maternidade nobre e divina, não importa, porque mãe será a palavra que definirá uma mulher justa que se tornou perfeita no mais alto grau do reino celestial, uma mulher que se qualificou para ter progresso eterno em descendência, sabedoria, alegria e influência.
Sei, sei com certeza, que essas doutrinas sobre nosso divino papel são verdadeiras e que, quando compreendidas, elas trarão paz e propósito a todas as mulheres. Minhas queridas irmãs a quem amo mais do que consigo expressar, ficarão à altura do desafio de serem mães nestes tempos perigosos, embora isso venha a prová-las até o limite de sua resistência, coragem e fé? Permanecerão constantes e imutáveis como mães em Israel e mulheres de Deus? Nosso Pai e Seu Filho Unigênito concederam-nos uma sagrada mordomia e uma coroa sagrada em Seu reino. Que possamos nos regozijar com isso. E que sejamos dignas de Sua confiança. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

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    Notas

  1. 1. “The Message of the First Presidency to The Church”, Improvement Era, novembro de 1942, pp. 761.
  2. 2. Mosias 5:15.
  3. 3. Moisés 4:26.
  4. 4. Ver Alma 13: 2–4, 7–8.
  5. 5. Ver Spencer W. Kimball, “The Role of Righteous Women”, Ensign, novembro de 1979, p. 102.
  6. 6. Teachings of Gordon B. Hinckley, Deseret Book [1997], p. 387.
  7. 7. Matthew Cowley Speaks, Deseret Book [1954], p. 109.
  8. 8. “Our Wives and Our Mothers in The Eternal Plan”, Relief Society Magazine, dezembro de 1946, p. 801.
  9. 9. Moisés 5:11.
  10. 10. Priesthood and Church Government, comp. John A. Witsoe (1939), p. 85.
  11. 11. Hebreus 12:2.
  12. 12. Ver Jó 38:7.

Mães Que Sabem, Julie B. Beck


Há uma influência e poder eternos na maternidade.
No Livro de Mórmon, lemos a respeito de dois mil rapazes exemplares que eram extremamente valorosos, corajosos e fortes. “Sim, eles eram homens íntegros e sóbrios, pois haviam aprendido a guardar os mandamentos de Deus e a andar retamente perante ele” (Alma 53:21). Aqueles fiéis rapazes prestaram homenagem às mães, dizendo: “Nossas mães [sabiam]” (Alma 56:48). Suponho que a mãe do capitão Morôni, a de Mosias, a de Mórmon e a dos demais grandes líderes também soubessem.
A responsabilidade que as mães têm, hoje em dia, exige mais vigilância que nunca. Mais do que em qualquer outra época da história do mundo, precisamos de mães que saibam. Os filhos nascem em um mundo no qual “não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6:12) 1 . No entanto, as mães não precisam temer. Se souberem quem elas são, e quem é Deus, e se tiverem feito convênios com Ele, terão grande poder e uma influência positiva sobre os filhos.

Mães Que Sabem, Geram Filhos

As mães que sabem, querem gerar filhos. Embora em muitas culturas do mundo os filhos estejam começando a tornar-se “menos valorizados” 2 , na cultura do evangelho ainda acreditamos em ter filhos. Os profetas, videntes e reveladores que apoiamos nesta conferência declararam que “o mandamento dado por Deus a Seus filhos, de multiplicarem-se e encherem a Terra, continua em vigor”. 3 O Presidente Ezra Taft Benson ensinou que os jovens casais não devem adiar o momento de ter filhos e que “do ponto de vista eterno, são os filhos — não as posses, os cargos ou o prestígio — os nossos maiores tesouros”. 4
As filhas fiéis de Deus desejam ter filhos. Nas escrituras, lemos a respeito de Eva (ver Moisés 4:26), Sara (ver Gênesis 17:16), Rebeca (ver Gênesis 24:60) e Maria (ver 1 Néfi 11:13–20), que foram preordenadas para ser mães antes que seus filhos nascessem. Algumas mulheres não recebem a responsabilidade de gerar filhos na mortalidade, mas assim como Ana, do Velho Testamento, que orou fervorosamente por seu filho (ver I Samuel 1:11), a importância que as mulheres dão à maternidade nesta vida, bem como os atributos da maternidade, que alcançarem aqui, surgirão com elas na Ressurreição (ver D&C 130:18). As mulheres que desejam essa bênção na vida e se esforçam por alcançá-la têm a promessa de que a receberão por toda a eternidade, que é muitíssimo mais longa que a mortalidade. Há uma influência e poder eternos na maternidade.

Mães Que Sabem, Honram as Ordenanças e Convênios Sagrados

As mães que sabem, honram as ordenanças e convênios sagrados. Assisti a reuniões sacramentais em alguns dos lugares mais pobres da Terra, onde as mães vestiam, com muito esmero, sua melhor roupa de domingo, embora tivessem de caminhar muitos quilômetros por ruas empoeiradas e utilizar transportes públicos muito precários. Levavam as filhas vestidas com roupas limpas e bem passadas, com o cabelo bem penteado; os filhos vestiam camisa branca e gravata, com corte de cabelo no estilo missionário. Aquelas mães sabiam que estavam indo para uma reunião sacramental, em que convênios seriam renovados. Elas tinham feito convênios no templo e os honravam. Sabiam que, se não estivessem encaminhando seus filhos para o templo, não os estariam encaminhando para as metas eternas desejadas. Aquelas mães tinham influência e poder.

Mães Que Sabem, Nutrem

As mães que sabem, nutrem os filhos. Essa é sua tarefa e seu papel especial no plano de felicidade. 5 Nutrir significa cultivar, cuidar e fazer crescer. Portanto, as mães que sabem, criam o ambiente propício para o crescimento espiritual e material dentro do lar. Outra tradução para nutrir são os afazeres domésticos, que incluem cozinhar, lavar as roupas e a louça, manter o lar em ordem. É no lar que as mulheres têm maior poder e influência; portanto, as mulheres da Igreja devem ser as melhores donas-de-casa do mundo. Trabalhar ao lado das crianças nos afazeres domésticos cria oportunidades para ensinar e moldar qualidades que os filhos e filhas devem imitar. As mães que nutrem são instruídas, mas toda a instrução que as mulheres adquirem de nada vale, se não souberem fazer do lar um ambiente propício ao crescimento espiritual. O crescimento ocorre melhor numa “casa de ordem”, e as mulheres devem fazer da casa do Senhor o padrão para seu próprio lar (ver D&C 109). A nutrição exige organização, paciência, amor e trabalho. Ajudar no crescimento por meio da nutrição é um papel realmente poderoso e importante concedido às mulheres.

Mães Que Sabem, São Líderes

As mães que sabem, são líderes. Sendo parceiras iguais aos maridos, as mães lideram uma grande organização eterna. Essas mães planejam o futuro da sua organização. Fazem planos para a missão, o casamento no templo e os estudos dos filhos. Fazem planos para a oração, o estudo das escrituras e a reunião da noite familiar. As mães que sabem, criam seus filhos para que se tornem futuros líderes e são um grande exemplo de liderança. Não abandonam seus planos, cedendo às pressões sociais e modelos mundanos de criação dos filhos. Essas sábias mães que sabem são seletivas em relação às próprias atividades e envolvimentos, para que conservem suas forças limitadas de modo a exercer ao máximo sua influência nas coisas mais importantes.

Mães Que Sabem, São Professoras

As mães que sabem, são professoras. Como não são babás contratadas, nunca tiram folga. Uma amiga muito instruída me disse que não aprendeu nada na igreja que já não tivesse aprendido em casa. Seus pais usavam o estudo das escrituras em família, a oração familiar, a reunião da noite familiar, a hora da refeição e outras reuniões para ensinar. Pensem na força de nosso futuro exército de missionários, se as mães considerarem o lar um pré-centro de treinamento missionário. Desse modo, as doutrinas do evangelho ensinadas no CTM seriam uma revisão e não uma revelação. Isso é influência; isso é poder.

Mães Que Sabem, Permitem Menos

As mães que sabem, permitem menos. Permitem menos coisas que não dão frutos na eternidade. Permitem menos entretenimentos da mídia no lar, menos distrações, menos atividades que desviem a atenção dos filhos para longe de casa. As mães que sabem estão dispostas a desfrutar e consumir menos bens materiais para passar mais tempo com os filhos: mais tempo em refeições em família, mais tempo trabalhando juntos, mais tempo lendo juntos, mais tempo conversando, rindo, cantando e servindo de exemplo. Essas mães escolhem cuidadosamente suas atividades e não tentam fazer tudo. Sua meta é preparar a geração vindoura de filhos que levará o evangelho de Jesus Cristo ao mundo inteiro. Sua meta é preparar futuros pais e mães que edificarão o reino do Senhor nos próximos 50 anos. Isso é influência; isso é poder.

Mães Que Sabem, São Firmes e Inamovíveis

Quem vai preparar essa geração justa de filhos e filhas? As mulheres da Igreja farão isso — mulheres que conhecem e amam o Senhor e prestam testemunho Dele; mulheres que permanecem firmes e inamovíveis e não desistem nos momentos de dificuldade ou desânimo. Somos guiados por um inspirado profeta de Deus, que conclamou as mulheres da Igreja a “[permanecerem] firmes e inamovíveis quanto ao que é correto e adequado de acordo com o plano do Senhor”. 6 Pediu a elas que “[começassem] por sua própria casa”, 7 ensinando aos filhos os caminhos da verdade. As mulheres da Igreja devem ser as melhores do mundo na defesa, nutrição e proteção da família. Tenho plena certeza de que nossas mulheres farão isso, vindo a ser conhecidas como mulheres que “sabiam” (Alma 56:48). Em nome de Jesus Cristo. Amém.